Presidenciais Candidatos às presidenciais apontam desigualdades nas 35 horas

Candidatos às presidenciais apontam desigualdades nas 35 horas

Os candidatos à Presidência da República concordam com a redução do horário de trabalho da Função Pública de 40 horas para 35 horas semanais. No entanto, não deixam de apontar a injustiça da medida para o sector privado.
Candidatos às presidenciais apontam desigualdades nas 35 horas
Bruno Simão/Negócios
Liliana Borges 19 de janeiro de 2016 às 21:56

O que pensam os candidatos às eleições presidenciais sobre a redução do horário de trabalho da Função Pública de 40 horas semanais para 35? A questão foi respondida por algum dos candidatos à Presidência da República. A maioria é unânime: concordam com a redução do horário de trabalho, no entanto lamentam as diferenças entre o sector público e o sector privado.

Henrique Neto: "Estou de acordo com o Governo, de acordo com tudo o que tem a ver com a reposição de direitos retirados, nomeadamente na reposição das remunerações. Tenho uma certa dificuldade em admitir que existem portugueses que têm diferentes condições. Mas apoio as decisões."

Vitorino Silva: "Sinto vergonha de trabalhar 35 horas e um colega que trabalha no privado trabalha 40 horas. Sou a favor da igualdade."

Jorge Sequeira: "Mais importante do que trabalhar muito é trabalhar bem e o importante é a eficácia. Não temos sido um país bem orientado. Não acredito em países subdesenvolvidos, mas sub-geridos. É uma questão de gestão. Eu proponho-me a ser um auditor de governação."

Paulo Morais: "Qualquer político que minta tem que sair da política. Há um aspecto positivo desta governação até hoje. António Costa tem cumprido os compromissos que prometeu. Agora temos de ver o próximo Orçamento do Estado."

Cândido Ferreira: "Ou há café para todos, ou não há café para ninguém. Ou há 35 horas de trabalho para todos, ou não há 35 horas de trabalho para ninguém."

Marcelo Rebelo de Sousa: "As 35 horas correspondem a um compromisso eleitoral numa de várias medidas que correspondem também a uma preocupação de reparar, ao menos parcialmente, aqueles que sofreram e muito ao longo dos últimos quatro anos, desde que não haja uma derrapagem, e o primeiro-ministro garante que não, eu não vejo razão para um futuro Presidente da República não acreditar no primeiro-ministro. Estamos na saída de uma crise, uma saída que não é rápida nem homogénea, nem fácil. Mas é fundamental que se saia da crise e haja mais justiça social."

Os candidatos às eleições presidenciais do próximo domingo, dia 24 de Janeiro, estiveram esta terça-feira, 19 de Janeiro num debate moderado pela RTP1. Ausente esteve Maria de Belém, que decidiu suspender todas as acções de campanha, em nome da morte do presidente honorário do Partido Socialista, Almeida dos Santos. 


[Notícia actualizada às 22h28]




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