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Cavaco Silva não abdica "de nenhum dos poderes que a constituição confere" (act.)

Cavaco Silva enalteceu esta noite a "vitória da dignidade" contra as calúnias. E salientou que terá uma "magistratura activa" baseada na confiança e solidariedade "sem abdicar de nenhum dos poderes que a constituição me confere."

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“Serei um referencial de confiança, estabilidade e solidariedade sem abdicar de nenhum dos poderes que a constituição me confere”, sublinhou no discurso de vitória nestas eleições Presidenciais, Cavaco Silva, onde conseguiu mais de 50% dos votos.

“Exercerei uma magistratura activa cooperando com todos os órgãos de soberania para a defesa de todos os grandes objectivos estratégicos nacionais”, com as prioridades a serem “o combate ao flagelo do desemprego, a contenção do endividamento e o reforço da competitividade da nossa economia.”

Cavaco apelou aos jovens para que “lutem pelo futuro”, assegurou que fará ouvir a sua voz em defesa dos mais desprotegidos, como os reformados e as classes mais pobres. Garantiu que vai lutar pelo ensino e para que a ninguém falte cuidados de saúde.

“Estarei ao lado dos portugueses que não se resignam”.

Cavaco Silva espera que os “jovens reencontrem motivos para acreditar em Portugal” dedicou a vitória de hoje “ao futuro da nossa pátria.”

Mas sublinhou que “é grande e muito exigente a tarefa que temos à frente”, uma “situação que nos traz novos desafios que devemos enfrentar juntos e com grande determinação.”

Cavaco Silva salientou que ganhou “em todas os distritos de Portugal, incluindo nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.”

“Os portugueses falaram e disseram com clareza quem queriam como Presidente da República” e por isso “farei tudo para justificar a confiança que em mim depositaram.”

“Portugal estará sempre primeiro”, salientou.

Esta “campanha decorreu em condições muito difíceis. Não é tempo para recordar com o os candidatos tentaram denegrir a minha imagem”, mas “os portugueses souberam ver de que lado estava a verdade. E condenaram expressivamente uma forma de fazer política que é imprópria de uma democracia adulta e consolidada.”

"Não é tempo de recordar a forma como os adversários tentaram denegrir o meu carácter.A dignidade e o respeito que deve envolver a eleição presidencial não foram respeitados", declarou.

“A vitória de hoje é também a vitória da verdade sobre a calúnia”, reiterou referindo-se às declarações e acusações de que foi alvo por parte de outros candidatos à Presidência da República, nomeadamente da sua ligação com o BPN e a SLN. Esta é “uma vitoria da dignidade.”

Cavaco Silva deixou, ainda, uma palavra sobre os problemas que decorreram hoje nas assembleias de voto por causa do cartão do cidadão. Por isso saudou aqueles que "querendo votar não o puderam fazer por razões burocráticas". E salientou: "A nossa democracia também se constrói criando condições para o exercício efectivo do direito de voto".

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