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Cavaco Silva: "Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes"

Defensor Moura acusou Cavaco Silva de favorecer, enquanto Presidente da República, as autarquias social-democratas, num debate em que Cavaco Silva afirmou ser alvo de uma "campanha suja" no caso BPN.

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O candidato Defensor Moura acusou hoje Cavaco Silva de “falta de isenção” e “favorecimento” de autarquias do PSD enquanto Presidente da República, num debate que Cavaco Silva aproveitou para afirmar que a decisão de nacionalização do BPN lhe foi apresentada como sendo essencial para a estabilidade do sistema financeiro. “Para serem mais honestos do que eu tinham que nascer duas vezes”, afirmou, por duas vezes.

O deputado socialista Defensor Moura referiu-se ao caso BPN, ao afirmar que “não ficou claro porque é que houve um lucro de 140% nas acções [de Cavaco Silva] da SLN”. Cavaco Silva afirmou que as suas poupanças foram colocadas no BPN "seis anos antes" de ser Presidente da República, em 1999, que tem poupanças espalhadas por quatro bancos e que está a perder “muito dinheiro” com as aplicações que fez.

Salientando que na nacionalização do BPN se limitou a aprovar uma decisão que o Governo e o Banco de Portugal lhe apresentaram como sendo indispensável para a estabilidade financeira, Cavaco Silva afirmou estar a ser alvo de "uma campanha desonesta e suja".

"Se nem acompanhamos a vida dos nossos filhos quando saem de casa, o que é que eu tenho a ver com a vida profissional de pessoas que estiveram no Governo há 25 anos?", argumentou.

Uma declaração que também dá resposta às críticas de Defensor Moura sobre a responsabilidade de Cavaco Silva no projecto da Ponte Vasco da Gama, que desencadeou um debate de alguns minutos sobre a diferença entre uma concessão e uma parceria público-privada. "O que importa é que é um ex-ministro do Governo de Cavaco Silva que tem a concessão", afirmou o ex-autarca.

Ao longo do debate, Defensor Moura acusou por várias vezes o Presidente da República de “falta de isenção” e de “favorecimento” de autarcas do PSD, nomeadamente por ter alegadamente recusado as comemorações do ano passado do Dia de Portugal em Viana do Castelo, tendo decidido fazê-lo numa autarquia social-democrata. "Não merece resposta", afirmou Cavaco Silva.

Orçamento do Estado em "análise complexa", salário mínimo a caminho de Belém

Questionado pela Sic Notícias no final do debate, Cavaco Silva afirmou que o Orçamento do Estado já chegou a Belém para promulgação. "O Orçamento já chegou mas requer uma análise complexa".

À Presidência da República não terá chegado ainda o diploma que prevê o aumento do salário mínimo em dez euros em Janeiro, e posterior subida para 500 euros até Outubro. "Não é pelos baixos salários que Portugal consegue aumentar a sua competitividade", comentou Cavaco Silva.


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