Presidenciais Eleições presidenciais de 2016 ameaçam recorde de candidatos em 1986

Eleições presidenciais de 2016 ameaçam recorde de candidatos em 1986

As eleições presidenciais que se realizam em Portugal em 2016 podem aproximar-se, em número de candidaturas, ao ano de 2006, aquele que registou o maior número de candidatos (13), embora depois só tenham constado seis no boletim de voto.
Eleições presidenciais de 2016 ameaçam recorde de candidatos em 1986
Lusa 13 de abril de 2015 às 21:48

Dez anos depois, e nos últimos meses, são já mais de uma dezena os nomes falados como 'presidenciáveis'.

 

Até agora, apenas o empresário e ex-deputado do PS Henrique Neto apresentou formalmente, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, a sua candidatura à Presidência da República, sem o apoio de partidos ou notáveis.

 

No sábado, será a vez do antigo vice-presidente da Câmara do Porto Paulo Morais apresentar a candidatura e linhas programáticas, na cidade invicta.

 

O semanário Expresso avançou a 3 de Abril que o ex-reitor da Universidade de Lisboa António Sampaio da Nóvoa irá avançar com uma candidatura presidencial e com o apoio do histórico socialista Mário Soares. Um dia depois, em entrevista ao Jornal de Notícias, Sampaio da Nóvoa prometeu que clarificaria a sua posição até final de Abril.

 

A possibilidade da candidatura de Sampaio da Nóvoa ter o apoio oficial do PS suscitou controvérsia dentro do partido, com alguns socialistas a manifestarem a sua oposição e outros defenderem antes uma candidatura do ex-presidente da Assembleia da República Jaime Gama.

 

Na última sexta-feira, aquele que chegou a ser considerado consensual para os socialistas -- o ex-primeiro-ministro António Guterres - afastou publicamente essa hipótese dizendo que não é "candidato a candidato".

 

Ainda na área do PS, outros nomes falados, sem que os próprios se tenham excluído, foram os de António Vitorino e de Maria de Belém.

 

Mais à esquerda, do lado do PCP, os comunistas deverão apresentar um candidato presidencial próprio, ainda não tornado público.

 

O ex-secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva já manifestou disponibilidade para avançar com uma candidatura presidencial.

 

No centro-direita, ainda não há qualquer candidato assumido, embora os nomes mais falados sejam há muito os do ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa -- que aponta Outubro como o 'timing' para os candidatos aparecerem -, o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Rui Rio e o ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.

 

Em 2006, estavam 13 nomes inicialmente indicados mas no processo de verificação, o Tribunal Constitucional (TC) só admitiu seis: Garcia Pereira, Cavaco Silva, Francisco Louçã, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa e Mário Soares.

 

Depois de 2006, as eleições com mais candidatos foram as presidenciais de 2001 e 2011, nas quais se apresentaram nove candidatos, porém, após uma verificação de candidaturas, o TC admitiu apenas cinco nomes nos boletins de voto em 2001 e seis em 2011, segundo os dados da Comissão Nacional de Eleições.

 

No sufrágio de 2001, os candidatos foram Garcia Pereira, Joaquim Ferreira do Amaral, Fernando Rosas, António Abreu e Jorge Sampaio.

 

Os seis candidatos às últimas presidenciais, em 2011, foram Cavaco Silva, Defensor de Moura, Francisco Almeida Lopes, José Manuel Coelho, Manuel Alegre e Fernando Nobre.

 

Após estes dois sufrágios, seguiram-se em número de candidatos, as presidenciais de 1986, às quais concorreram oito políticos, mas apenas quatro (Salgado Zenha, Maria de Lurdes Pintasilgo, Freitas do Amaral e Mário Soares) foram a votos.

 

As eleições que tiveram menos candidatos foram as de 1991 e as de 1996, ambas com quatro.

 

Em 1996, só dois (Cavaco Silva e Jorge Sampaio) viriam a constar nos boletins de voto. Em 1991, os quatro candidatos inscritos inicialmente foram aceites pelo TC figurando por isso nos boletins de voto: Basílio Horta, Mário Soares, Carlos Carvalhas e Carlos Marques da Silva.

 

As eleições de 1991 foram as únicas desde o 25 de Abril de 1974 em que o número de candidatos inicial foi o mesmo que o dos boletins de voto.




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