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Manuel Alegre: "A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram"

O candidato presidencial Manuel Alegre assumiu hoje pessoalmente a derrota nas eleições, garantindo que esta é sua e não "daqueles que o apoiaram".

Lusa 23 de Janeiro de 2011 às 22:14
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O candidato Manuel Alegre assumiu hoje, pessoalmente, a derrota nas presidenciais, garantindo que esta é sua e não "daqueles que o apoiaram", rejeitando qualquer responsabilidade do PS, recordando que "todos os candidatos", a começar por Cavaco, tiveram menos votos.

No discurso no hotel Altis -- que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Sócrates -- Manuel Alegre salientou que "não foi o Partido Socialista que perdeu este combate".

"Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria", disse.

Segundo o candidato derrotado -- que afirmou já ter felicitado Cavaco Silva pela vitória nas presidenciais -- "em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber pelo que se luta".

"A derrota é minha não é daqueles que me apoiaram. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor", reforçou, saudando o PS, Bloco de Esquerda e demais partidos e movimentos cívicos que o apoiaram na corrida a Belém.

Questionado pelos jornalistas sobre o que falhou para não ter conseguido uma segunda volta, o candidato rejeitou que o apoio dos partidos tenha falhado.

"Quem falhou foi eu não ter conseguido o resultado que pretendia. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição", declarou.

" pergunta se poderia ter sido prejudicado por ter o apoio do partido que está no executivo, Alegre garantiu que "não era candidato do Governo".

"Era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que foi apoiado depois pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda e outros partidos", relembrou.

O ex-dirigente socialista disse ainda estar "nos combates do PS para o bem e para o mal".

"A riqueza e a força do PS é sermos um partido plural, onde há divergências e liberdade", defendeu.

Numa sala que aplaudiu, de pé, Manuel Alegre, estavam, para além de José Sócrates, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o presidente do PS, Almeida Santos, a secretária de Estado da Reabilitação, Idália Salvador Serrão, a deputada do PS Ana Paula Vitorino, a eurodeputada socialista Edite Estrela, o eurodeputado do Bloco de Esquerda Miguel Portas.

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