Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Manuel Alegre: Se fosse o funeral de um dono de um grande banco Cavaco não teria faltado

O candidato presidencial voltou a criticar a ausência de Cavaco Silva no funeral do Nobel da Literatura José Saramago

Lusa 18 de Janeiro de 2011 às 07:55
  • Assine já 1€/1 mês
  • 5
  • ...
O candidato presidencial Manuel Alegre voltou hoje a criticar a ausência de Cavaco Silva no funeral do Nobel da Literatura José Saramago, afirmando que "se fosse de um dono de um grande banco ele não teria faltado".

A crítica a Cavaco Silva por não ter ido às cerimónias fúnebres de José Saramago é uma ideia que Manuel Alegre tem repetido em diversos discursos durante a campanha eleitoral, mas hoje o candidato presidencial foi mais longe.

"Se calhar, se fosse de um dono de um grande banco ele não teria faltado", atirou, considerando que um Presidente da República "não falta à chamada".

Para o candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda é preciso "na Presidência da República alguém que tenha uma visão cultural da política".

"Essa visão cultural e histórica do nosso país não apenas do passado mas voltada para o futuro. Alguém que saiba o que representa o valor da cultura, não como ornamento mas como afirmação da nossa identidade, do nosso país, da nossa presença na Europa e no mundo", defendeu.

Para Manuel Alegre, Portugal é um pequeno mas grande país.

"Não temos uma economia forte, não temos poder militar. Temos história, cultura, a grande língua portuguesa, uma relação multi-secular com outros povos e com outros continentes", enumerou.

O ex-dirigente considerou assim que é "por isso que é triste que um Presidente da República não tenha compreendido o que significava o funeral do único prémio Nobel da literatura portuguesa".

Ver comentários
Saber mais Manuel Alegre
Outras Notícias