Presidenciais Marcelo será o Presidente de todos "porque a Constituição o consagra e a minha consciência dita"

Marcelo será o Presidente de todos "porque a Constituição o consagra e a minha consciência dita"

O agora eleito Presidente da República avisou que não abdicará de seguir o seu próprio estilo, mas garantiu que doravante será "o Presidente de todas as portuguesas e portugueses porque a Constituição o consagra e a minha consciência o dita".
Marcelo será o Presidente de todos "porque a Constituição o consagra e a minha consciência dita"
Pedro Elias
David Santiago 24 de janeiro de 2016 às 22:39

À chegada à Faculdade de Direito de Lisboa, local escolhido para a declaração desta noite eleitoral por uma questão "afectiva", o recém-eleito Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fez questão de "saudar em primeiro lugar o povo português", que é "quem mais ordena" e foi quem "me quis dar a honra de me eleger Presidente da República".

 

Marcelo afiançou que "serei a partir de agora o Presidente de todas as portuguesas e portugueses porque a Constituição o consagra e a minha consciência o dita", e, apelando à união, sustentou que "não há portugueses vencedores ou vencidos. Não há vencidos nestas eleições presidenciais". 

E já depois de saudar todos os ex-presidentes da República que estiveram em Belém desde 1976, e que "à sua maneira" defenderam o interesse nacional, Marcelo garantiu que também ele não abdicará, "como é óbvio, de seguir o meu próprio estilo". 

 

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De seguida, Marcelo agradeceu aos "grupos de cidadãos e partidos" que apoiaram a sua candidatura presidencial, sublinhando ainda a sua pretensão de "ser um Presidente livre e isento". E voltando a uma das ideias repetidas ao longo da campanha, em especial nos debates televisivos, o futuro Presidente elogiou a "coragem" dos "meus oponentes nesta eleição, que nunca foram meus adversários".

A ideia da necessidade de unir o país perpassou todo o discurso de vitória de Marcelo Rebelo de Sousa, que advogou que esta eleição culmina "um longuíssimo período eleitoral" que deixou "marcas, alegrias e frustrações que crisparam o país e dividiram substancialmente" um país fustigado pelos últimos anos de crise. Sustentando ser tempo de unir o país, Marcelo elencou um conjunto de cinco desafios que o próprio coloca para o seu mandato presidencial.

cotacao Não há portugueses vencedores ou vencidos. Não há vencidos nestas eleições presidenciais. Marcelo rebelo de Sousa 

Em primeiro lugar, Marcelo Rebelo de Sousa quer "fomentar a unidade nacional", não olhando a esforços para "unir aquilo que as conjunturas dividam e estreitando a relação entre todos" porque "quanto mais coesos formos mais fortes seremos". Como segunda meta, o professor pretende "reforçar a coesão social, pessoal e territorial por imperativo da Constituição e por convicção pessoal". Marcelo promete ser "politicamente imparcial", mas assevera que "não deixarei de ser socialmente actuante".


Em terceiro lugar, o vencedor da noite quer "promover convergências políticas" que permitam colmatar a cultura de compromisso e de consenso que se perdeu nos últimos anos. Como quarta tarefa Marcelo estabelece a necessidade de "incentivar o frutuoso relacionamento entre órgão de soberania e os agentes políticos, económicos e sociais". Por último, o futuro Presidente define como desafio "conciliar a justiça social com o crescimento económico e a estabilidade financeira". 

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Resumidamente, Marcelo Rebelo de Sousa quer que o país a "crescer de forma sustentada, gerar emprego, corrigir as injustiças sociais que a crise agravou", tudo objectivos a alcançar sem comprometer a necessária estabilidade financeira. Porque no "tempo que aí vem", defende Marcelo, ou crescemos economicamente de forma sustentada, criando justiça social, combatendo a pobreza e a desigualdade (…) ou só contribuiremos para a agravar as tensões sociais e politicas". 

Convicto de que "os próximos cinco anos não serão um tempo perdido", mas de "recuperação e futuro", Marcelo Rebelo de Sousa finalizou o discurso de vitória dizendo que "é hora de seguir a história, honrar a memória e arrancar para um futuro à medida dos nossos sonhos".

 

"É a hora de refazer Portugal", rematou.

Pedro Elias Pedro Elias Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar Pedro Elias Pedro Elias Pedro Elias Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar Pedro Elias Miguel Baltazar Miguel Baltazar

(Notícia actualizada às 23:10)




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