Presidenciais Nóvoa considera "grave" se Cavaco Silva estivesse a diminuir espaço democrático

Nóvoa considera "grave" se Cavaco Silva estivesse a diminuir espaço democrático

O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa classificou como "grave" se o Presidente da República, Cavaco Silva, estivesse "a ser parte de uma espécie de diminuição do espaço democrático" ao invés de trabalhar para o alargar.
Nóvoa considera "grave" se Cavaco Silva estivesse a diminuir espaço democrático
Bruno Simão/Negócios
Lusa 12 de outubro de 2015 às 23:37

"Seria, a meu ver, grave se o Presidente da República, num certo sentido, estivesse a ser parte de uma espécie de diminuição do espaço democrático em vez de, ao contrário, trabalhar para alargar o espaço democrático e as diversas possibilidades e opções que existem", afirmou o candidato durante um debate esta segunda-feira no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, promovido pela sua candidatura.

 

Questionado pela moderadora do debate, a deputada socialista Gabriela Canavilhas, sobre o que faria se fosse Presidente da República perante os últimos resultados eleitorais das legislativas, o candidatou esclareceu que "não devem ser nem podem ser excluídas nenhumas soluções que os partidos políticos possam apresentar".

 

"Nos termos da Constituição este é um tempo em que os partidos devem encontrar soluções governativas, devem encontrar maiorias, e na minha opinião o presidente deve aceitar as maiorias que sejam construídas", acrescentou Sampaio da Nóvoa.

 

Já o constitucionalista, Jorge Miranda, presente no colóquio, considerou que "o sistema constitucional é capaz de dar resposta à situação actual" na medida em que "já passou por diversas crises e sempre as resolveu".

 

Jorge Miranda defendeu também que "a Constituição deve ser dinamizada e o Presidente da República de contribuir para isso".

 

O constitucionalista elogiou ainda Sampaio da Nóvoa considerando que, na sua opinião, o antigo reitor "poderá ser um grande Presidente da República".

 

Jorge Miranda teceu também críticas ao Governo liderado por Pedro Passos Coelho. "A insensibilidade é património do Governo", afirmou, classificando de "escandalosa" a "venda das grandes empresas nacionais a estrangeiros" como a TAP e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

 

O constitucionalista finalizou dizendo que gostava que "Portugal tivesse autonomia no plano financeiro" já que actualmente não tem.

 

Na mesa-redonda "E agora, Portugal?" estiveram presentes, além de Jorge Miranda e de Sampaio da Nóvoa, Carvalho da Silva, o filósofo Eduardo Lourenço, o general Pezarat Correia e como moderadora a deputada socialista Gabriela Canavilhas.

 

O ex-secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, vincou que "era bom que a esquerda não entregasse pela terceira vez a Presidência da República à direita". 




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