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Paulo Rangel critica "ditadura do simplex" devido a dificuldades com cartão de cidadão

Eurodeputado afirmou ao "Correio da Manhã" que mudanças tão grandes, como a do BI para o novo cartão de identificação, não deviam ter sido feitas à “socapa” dos eleitores.

Negócios negocios@negocios.pt 23 de Janeiro de 2011 às 19:12
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“Como é que o Governo e o Ministério da Administração Interna se arrogam o direito de interferir com o direito de voto das pessoas sem as notificar”. A pergunta parte de Paulo Rangel, em declarações ao “Correio da Manhã”.
O ataque aconteceu devido às dificuldades que alguns eleitores estão a ter de enfrentar quando se dirigem às mesas de voto, por não terem a informação sobre o número de eleitor após terem feito o seu cartão do cidadão.

“É a ditadura do simplex”, resumiu Paulo Rangel. “Esta situação deriva da ideologia simplex. Mudam os cartões, e os direitos das pessoas não interessam para nada. O que conta aqui é a tecnologia”, acusou.

“Estas alterações não podem ser feitas à socapa nem às escondidadas dos eleitores, porque alteram uma condição fundamental do exercício do direito de voto e têm de ser comunicadas a tempo e horas aos cidadãos”, referiu o eurodeputado do PSD.

Rangel disse ainda que as pessoas deveriam ter sido “notificadas automaticamente”, tendo em conta a grande mudança que foi a passagem do Bilhete de Identidade para o Cartão do Cidadão.

A Comissão Nacional de Eleições, através do seu porta-voz Nuno Godinho de Matos, veio já dizer que estes problemas nas mesas de voto, além do bloqueiro dos serviços portal do cidadão e do serviço SMS 3838, vão “aumentar com certeza a abstenção”.
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