Presidenciais Presidenciais: PSD aprova por unanimidade recomendação de voto em Marcelo

Presidenciais: PSD aprova por unanimidade recomendação de voto em Marcelo

O Conselho Nacional do PSD aprovou esta sexta-feira de madrugada, por unanimidade, uma recomendação de voto na candidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa dirigida aos eleitores do partido, proposta pela direcção nacional social-democrata.
Presidenciais: PSD aprova por unanimidade recomendação de voto em Marcelo
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 11 de dezembro de 2015 às 03:00

Nos termos do texto aprovado pelo órgão máximo do PSD entre congressos, ficou decidido "recomendar aos eleitores do PSD o voto na candidatura do professor Marcelo Rebelo de Sousa".

 

Esta recomendação é feita tendo em consideração "a perspectiva que o professor Marcelo Rebelo de Sousa oferece, quanto ao desempenho das funções de Presidente da República, de equilíbrio político, de fidelidade aos compromissos europeu e atlântico de Portugal e a correta interpretação que faz dos poderes constitucionais do chefe de Estado", refere o texto.

 

No documento aprovado, o PSD defende que o actual quadro de governação do PS com o apoio dos partidos à sua esquerda aumenta a importância de "garantir, nas eleições para a Presidência da República, a expressão do equilíbrio entre as várias correntes do país", no sentido de um reforço da "opção estratégica europeia e atlântica".

 

Na "deliberação" do Conselho Nacional do PSD são também citados excertos da moção do presidente do partido, Pedro Passos Coelho, aprovada no último Congresso, há dois anos, no que respeita às presidenciais - que foi entendida por Marcelo Rebelo de Sousa como uma tentativa de excluir uma candidatura sua a Belém.

 

"A iniciativa de candidatura deve partir dos potenciais candidatos e deve representar e traduzir uma substância política própria" e "o presidente deve comportar-se mais como um árbitro ou moderador, movendo-se no respeito pelo papel dos partidos mas acima do plano dos partidos", são os excertos citados.

 

Nessa moção de estratégia global, Passos Coelho defendia também que o Presidente da República não deve "tornar-se numa espécie de protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num cata-vento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político" nem "buscar a popularidade fácil".

 

Sendo supra partidário, "também não pode colocar-se contra os partidos ou os governos como se fosse apenas mais um protagonista político na disputa política geral", referia ainda essa moção, intitulada "Portugal acima de tudo!". Estes últimos excertos não são citados na "deliberação" que foi submetida pela Comissão Política Nacional do PSD ao Conselho Nacional.

 

O antigo presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa é o único candidato desta área política às eleições presidenciais de 24 de Janeiro.

 

Esta reunião do Conselho Nacional do PSD teve início pelas 21:30 de quinta-feira e terminou hoje pelas 01:30. A meio dos trabalhos, em conferência de imprensa, o porta-voz do PSD considerou que, "atendendo às candidaturas que se apresentaram", Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato "que dá mais garantias a Portugal de ter a preparação indispensável para um exercício competente, responsável, do cargo de Presidente da República".

 

"Esta é uma candidatura completamente independente de partidos, mas é uma candidatura que terá envolvimento natural do nosso partido, através dos nossos dirigentes e dos nossos militantes que, não de uma forma orgânica ou de uma forma institucional, mas a título individual seguramente que não deixarão de prestar todo o apoio a esta candidatura, porque é uma candidatura que defende os interesses de Portugal", acrescentou Marco António Costa.




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