Presidenciais Presidenciais: Último debate marcado por troca de críticas entre candidatos

Presidenciais: Último debate marcado por troca de críticas entre candidatos

Entre trocas de currículos e acusações, o debate televisivo que juntou nove dos 10 candidatos presidenciais abordou alguns dos temas da actualidade, mas sem novidades. Saiba quais foram os momentos de destaque.
Presidenciais: Último debate marcado por troca de críticas entre candidatos
Pedro Elias/Negócios
Liliana Borges 20 de janeiro de 2016 às 00:33

No último debate televisivo transmitido pela RTP1 esta terça-feira, que juntou os nove dos dez candidatos às eleições presidenciais e que prometia a discussão dos principais temas da actualidade, o tempo, distribuído de forma desigual pelos candidatos presentes, foi utilizado para ataques entre os candidatos, com Sampaio da Nóvoa a entregar o seu currículo a Cândido Ferreira, face às dúvidas levantadas em relação ao seu percurso académico.

Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rans, protagonizou um dos momentos mais inusitados do debate, apontando o número de portugueses que foram obrigados "a bazar" e interrompendo a sua intervenção para cumprimentar a candidata Marisa Matias, que fez questão de "tratar por tu".

Para além do Orçamento Rectificativo e dos comentários relativamente à redução do horário semanal de trabalho de 40 horas para 35 horas, os candidatos falaram dos seus apoios partidários, do papel do Presidente da República, das subvenções vitalícias e da corrupção.

Sobre a mesa estavam as proximidades partidárias dos candidatos e Marcelo Rebelo de Sousa voltou a sublinhar o papel "arbitral" do Presidente da República. "O Presidente não deve, enquanto Presidente, com base nas suas convicções, constituir-se como contrapoder", sublinhou, em consideração à intervenção defendida por alguns dos candidatos relativamente aos problemas do país. O antigo comentador político acredita que "o Presidente deve ser um factor adjuvante do sucesso do Governo" e deve por isso apoiar o Executivo para que possa "com estabilidade" realizar a legislatura.

"Se eu chegar à Presidência da República, obviamente que vou cumprir a Constituição, mas isso não quer dizer que não possamos apresentar as nossas convicções", considerou Marisa Matias. A candidata não afastou a sua ligação ao Bloco de Esquerda mas sublinhou que "todos os Presidentes da República tiveram um apoio partidário" e que "isso não significa ser bom ou mau Presidente".


Já Vitorino Silva, ou Tino de Rans, destacou a emigração portuguesa, partilhando um exemplo pessoal da sua família "que em 100 anos nunca emigrou". "Pensava que ia chegar a Bruxelas e ver meia dúzia de portugueses. Mas percorri ruas onde não vi um único estrangeiro. Entrei em cafés e eram só portugues. Agora percebo porque é que os cafés em Portugal estão vazios, é porque os portugueses estão todos lá fora", analisou o candidato, lamentando que todos tenham sido obrigados "a bazar".

Sobre a corrupção, um dos principais centros da campanha de Paulo Morais, a candidata Marisa Matias lamentou que o candidato coloque os políticos "no mesmo saco", o que é "um favor que se faz aos corruptos". Já Jorge Sequeira acredita que "mais do que corrupção, há incompetência". Se for Presidente, Paulo Morais compromete-se a convocar extraordinariamente o Parlamento para estabelecer uma estratégia de combate a casos de corrupção.

Candidatos criticam subvenções vitalícias

A decisão do Tribunal Constitucional sobre as subvenções vitalícias foi outro dos temas abordados no debate. Marcelo considerou difícil de entender em termos de justiça social e Henrique Neto e Vitorino Silva (Tino de Rans) disseram que é uma "vergonha".

Já Marisa Matias atribuiu o silêncio dos restantes candidatos aos apoios de Sampaio da Nóvoa, de Marcelo Rebelo de Sousa e da candidata Maria de Belém, que constam da lista dos deputados que pediram ao Tribunal Constitucional que fiscalizasse uma norma que impunha uma condição de recursos aos casos em que a subvenção ainda é atribuída, porque são anteriores à sua eliminação, pelo Governo de José Sócrates.




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