Presidenciais Tino de Rans "muito contente" com sexto lugar nas Presidenciais

Tino de Rans "muito contente" com sexto lugar nas Presidenciais

O candidato a Presidente da República Vitorino Silva (conhecido como "Tino de Rans") manifestou-se "muito contente" com o resultado eleitoral, lembrando que foi "o sexto filho, o sexto no boletim de voto e o sexto" nestas eleições.
Tino de Rans "muito contente" com sexto lugar nas Presidenciais
Pedro Catarino
Negócios com Lusa 24 de janeiro de 2016 às 23:49

"Estas eleições têm uma coisa muito engraçada, sou o sexto filho, no boletim de voto eu fui o sexto e fiquei em sexto na classificação", afirmou o candidato, manifestando-se "muito contente com o resultado, muito contente, muito feliz".

 

Fazendo um paralelo com o futebol, o candidato afirmou que "contava ir à Liga Europa, mas fica para a próxima".

 

Faltando apurar apenas os resultados em duas freguesias, Vitorino Silva surge em sexto lugar com 3,29%, o que corresponde a 151.514 votos. "Tino de Rans" ficou à frente de Paulo Morais e Henrique Neto e a menos de um ponto percentual de Edgar Silva e Maria de Belém.

 

O candidato presidencial Vitorino Silva registou um dos seus melhores resultados no concelho de Penafiel, onde recolheu 22,7% dos votos e remeteu Sampaio da Nóvoa para a terceira posição, com 15,1%.

 

A jogar em casa, o candidato, natural de Penafiel, remeteu o candidato Sampaio da Nóvoa para a terceira posição. Contadas as 28 freguesias penafidelenses, "Tino de Rans" recolheu 22,7% dos votos, ao passo que o ex-reitor conseguiu "apenas" 15,1% dos votos.

 

Em Rans, a freguesia de onde Vitorino Silva é natural e na qual foi presidente da junta. Em mil eleitores, 60,9% votaram "Tino de Rans" e apenas 27,3% deram o seu voto a Marcelo Rebelo de Sousa. Sampaio da Nóvoa ficou-se por apenas 6,9% dos votos, com 70 votos.

 

Na freguesia vizinha de duas Igrejas, contudo, os eleitores também foram amigos de Vitorino Silva. Marcelo ganhou com 38,9% dos votos, mas o calceteiro ficou com 34,7% dos boletins.

 

Com todas as freguesias contadas no distrito do Porto, Vitorino Silva surge na quarta posição com 5,68% dos votos.

cotacao Eu quando comecei, sozinho, não pedi ajuda a ninguém e as pessoas vieram ter comigo e tudo apareceu para que fosse possível eu hoje chegar aqui Vitorino Silva

 

"Se tivéssemos máquina não conseguíamos chegar até aqui"

 

Vitorino Silva aproveitou também para agradecer às "pessoas livres" que votaram em si e que "acreditam na diferença, que acreditam no pormenor, e que de forma desinteressada ajudaram nesta caminhada, a conhecer melhor este grande país que é Portugal".

 

"Eu quando comecei, sozinho, não pedi ajuda a ninguém e as pessoas vieram ter comigo e tudo apareceu para que fosse possível eu hoje chegar aqui", sublinhou durante a reacção aos resultados das eleições presidenciais que se disputaram hoje.

 

Tino de Rans esperou pelos resultados num pequeno escritório nas Amoreiras, em Lisboa, acompanhado pela família mais próxima e por alguns amigos.

 

O candidato afirmou, também, que fez 12 dias de campanha "sem máquina", o que considerou ser a "força da candidatura".

 

"Se tivéssemos máquina não conseguíamos chegar até aqui", vincou, acrescentando que a sua candidatura "tinha um orçamento muito reduzido" e contou com a ajuda de voluntários.

 

"Eu já fui quatro vezes a votos e nunca tive um tostão de financiamento", frisou, acrescentando não concordar que a "lei do financiamento seja feita só para os grandes".

 

A partir de hoje, a "luta" do candidato será "tirar o monopólio" dos deputados aos partidos, pois, na sua opinião, "não são os partidos que mandam nos 230 lugares do parlamento, é o povo, e a sociedade civil também tem de ter assento lá".

 

Cerca das 21:30, o candidato telefonou o Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República eleito, para o felicitar pela vitória, tendo-o convidado a visitar a sua freguesia.

 

"Eu queria fazer-lhe uma visita guiada a Rans [...] o povo da minha terra também gosta de si, você ficou em segundo em Rans", disse o candidato ao novo chefe de Estado, tendo posto as suas ideias ao dispor de Marcelo.

 

O calceteiro despediu-se afirmando que "amanhã é dia de trabalho", advogando que só teve dispensa "a partir do momento em que a candidatura foi aprovada pelo Tribunal Constitucional".

 

"Porque sou um homem de trabalho, com a mesma felicidade com que aceitei estes resultados vou pegar no meu martelo e vou-me apresentar no meu posto de trabalho" amanhã, disse perante os jornalistas.

 

Quanto à abstenção - que se fixou um pouco acima dos 51% - Vitorino Silva culpou a comunicação social, considerando que "estas eleições foram tratadas como uma reeleição, como se Marcelo Rebelo de Sousa já tivesse ganho".

 

Tino pediu então que "os candidatos que aparecerem daqui para a frente sejam tratados por igual".

 




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