Rendas Renda acessível em Lisboa: T0 pode chegar aos 600 euros, T3 não pode ultrapassar os 1.375

Renda acessível em Lisboa: T0 pode chegar aos 600 euros, T3 não pode ultrapassar os 1.375

A capital é o concelho onde as rendas acessíveis poderão atingir valores mais elevados. As tabelas foram conhecidas esta quinta-feira e estabelecem a renda máxima que pode ser cobrada, bem como as condições que têm de ter as habitações. Veja aqui o valor aceite para o seu concelho.
Renda acessível em Lisboa: T0 pode chegar aos 600 euros, T3 não pode ultrapassar os 1.375
Bruno Simão/Negócios
Filomena Lança 06 de junho de 2019 às 10:30

Os valores das rendas máximas aceites pelo programa de arrendamento acessível já é conhecido e estabelece que, no limite, um T5 em Lisboa poderá ir até aos 1.700 euros de renda. Já um T0 não poderá ultrapassar os 600 euros mensais, de acordo com as tabelas publicadas esta quinta-feira em Diário da República. Um T2 ficará pelos 1.150 euros.

 

O país foi dividido por seis escalões por ordem crescente do valor das rendas permitidas, sendo que no último, o sexto, apenas aparece o concelho de Lisboa. Porto, Oeiras e Cascais estão logo a seguir e no escalão 4 aparecem concelhos da área metropolitana de Lisboa e Porto, como Odivelas, Amadora ou Matosinhos, e outros da região do Algarve, onde as rendas no mercado livre atingem também atualmente valores elevados, como Lagos, Albufeira ou Tavira.

 

O programa de arrendamento acessível, recorde-se, destina-se a famílias que, não tendo rendimentos suficientemente baixos para ter direito a uma casa de habitação social, têm, no entanto, dificuldades em conseguir arrendar uma habitação no mercado livre, onde os valores praticados têm vindo a atingir valores cada vez mais elevados.

 

No entanto, nem todos poderão ter acesso a uma renda acessível, ficando essa possibilidade dependente do rendimento anual bruto dos agregados familiares – tratando-se de uma pessoa sozinha o máximo são 35 mil euros, se for um casal pode ir aos 45.000 euros.

 

Além dos limites gerais, estabelecidos por concelho, cada casa será avaliada e a renda efetiva calculada em função das suas características. Assim, serão tidos em conta um conjunto de elementos, desde logo o valor mediano das rendas por metro quadrado de novos contratos de arrendamento no território onde se localiza (valores apurados periodicamente pelo Instituto nacional de Estatística).

 

Por outro lado, contam para a fórmula de cálculo da renda acessível aspetos como a área da casa e o coeficiente de qualidade e conforto. Este último inclui aspetos como o tipo de edifício (se é um apartamento ou uma moradia, por exemplo), o piso em que se localiza, se a casa tem ou não elevador, estacionamento, cozinha equipada ou mobiliário. Finalmente, será tido em conta o estado de conservação (primeira utilização, bom ou satisfatório).  

Em que escalão cabe o seu concelho?

Os 308 concelhos foram distribuídos por seis escalões de rendas aceitáveis, sendo que o escalão mais alto é o que admite rendas mais elevadas de acordo com a tabela em baixo, que define os valores máximos de renda acessível por cada tipologia de habitação.

E6
Lisboa.

E5
Cascais, Oeiras, Porto.

E4
Albufeira, Almada, Amadora, Castro Marim, Funchal, Lagos, Loulé, Loures, Matosinhos, Odivelas, Sintra, Tavira.

E3
Alcochete, Alcoutim, Aljezur, Aveiro, Barreiro, Calheta (Região Autónoma da Madeira), Coimbra, Espinho, Évora, Faro, Gondomar, Lagoa (Região Autónoma dos Açores), Lagoa, Mafra, Maia, Moita, Monchique, Montijo, Olhão, Palmela, Ponta Delgada, Ponta do Sol, Portimão, Porto Moniz, Porto Santo, Póvoa de Varzim, Ribeira Brava, Santa Cruz, Santana, São Vicente, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sines, Torres Vedras, Valongo, Vila da Praia da Vitória, Vila do Bispo, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Gaia, Vila Real de Santo António.

E2
Alandroal, Alcobaça, Alenquer, Aljustrel, Alpiarça, Alvaiázere, Alvito, Arouca, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Barcelos, Barrancos, Beja, Benavente, Braga, Caldas da Rainha, Calheta (Região Autónoma dos Açores), Câmara de Lobos, Caminha, Castanheira de Pera, Castro Verde, Chamusca, Coruche, Corvo, Cuba, Esposende, Estarreja, Ferreira do Alentejo, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Góis, Grândola, Guimarães, Ílhavo, Lajes das Flores, Lajes do Pico, Leiria, Lourinhã, Machico, Madalena, Marinha Grande, Mértola, Montemor -o -Novo, Mora, Mourão, Murtosa, Nazaré, Nordeste, Óbidos, Odemira, Ourém, Ourique, Ovar, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penela, Peniche, Portel, Povoação, Redondo, Salvaterra de Magos, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz das Flores, Santa Maria da Feira, Santarém, Santiago do Cacém, São Brás de Alportel, São João da Madeira, São Roque do Pico, Serpa, Sobral de Monte Agraço, Terras de Bouro, Tomar, Trofa, Velas, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Viana do Castelo, Vila do Conde, Vila do Porto, Vila Franca do Campo, Vila Nova de Famalicão, Vila Real, Viseu.

E1
Todos os concelhos não incluídos nos escalões anteriores.





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