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Venderam-se mais casas (e mais caras) no terceiro trimestre

O valor das casas compradas e vendidas totalizou 9,4 mil milhões de euros, mais 38,7% que no terceiro trimestre de 2020. O Índice de Preços da Habitação continua, no entanto, abaixo dos níveis pré-pandemia.

O Banco Central Europeu vê no mercado imobiliário um dos principais riscos atuais para o sistema financeiro da zona euro.
Sérgio Lemos
Leonor Mateus Ferreira 23 de Dezembro de 2021 às 12:37
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Os preços das casas voltaram a subir, mas a tendência não impediu que as vendas voltassem a acelerar. No terceiro trimestre de 2021, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 9,9% em termos homólogos, mais 3,3 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior, segundo releva o relatório divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O aumento dos preços foi mais expressivo nas habitações existentes (9,9%) por comparação com as habitações novas (9,5%). Em relação ao trimestre anterior, o Índice de Preços da Habitação cresceu 3,6% (2,2% no 2º trimestre de 2021). Relativamente às habitações existentes, a taxa de variação fixou-se em 3,9%, 1,4 p.p. acima do aumento observado nas habitações novas (2,5%).

Apesar de os preços terem subido em todos os segmentos, entre julho e setembro de 2021, foram transacionadas 56.464 habitações, o que representa um aumento de 25,1% relativamente a idêntico período de 2020. No trimestre em análise, registaram-se taxas de variação semelhantes ao longo dos diferentes meses, 26,8%, 24,5% e 23,9%, respetivamente, em julho, agosto e setembro.

O valor das habitações transacionadas no trimestre de referência totalizou 9,4 mil milhões de euros, mais 38,7% que no terceiro trimestre de 2020. O Índice de Preços da Habitação aproxima-se assim dos valores pré-pandemia, mas continua abaixo desse nível bem como dos máximos no primeiro trimestre de 2018.
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