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ANF defende maior comparticipação de medicamentos para doentes crónicos

Associação Nacional de Farmácias (ANF) já propôs ao Ministério da Saúde uma alteração ao modelo de comparticipação dos medicamentos. Governo pediu mais informação.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2014 às 17:37
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O presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF) defende que os doentes que consomem mais medicamentos, nomeadamente doentes crónicos, tenham uma maior comparticipação. Esta visão implica uma alteração ao actual modelo de apoio estatal, que a associação propôs ao Ministério de Paulo Macedo há cerca de três semanas.

 

"O que faz sentido é o doente que precisa de mais medicamentos ter mais acesso e mais comparticipação", resumiu o presidente da ANF, Paulo Duarte, num encontro com jornalistas onde apresentou o "Prémio João Cordeiro", explicando que se trataria de "associar a comparticipação ao produto às necessidades das pessoas, corrigido com o rendimento".

 

Paulo Duarte admitiu que com este sistema, como existe em alguns países nórdicos, há o risco de maior indução ao consumo, mas o responsável acredita que é possível controlar isso.

 

"Há muitas pessoas com dificuldades"

 

O presidente da ANF aproveitou ainda para reiterar as dificuldades das farmácias que perderam 33% dos seus rendimentos em três anos. Mas não são apenas as farmácias que estão a passar por dificuldades. Apesar da descida do preço dos medicamentos que se tem verificado sobretudo nestes últimos três anos, "há muitas pessoas com dificuldades" em aviar as receitas que trazem dos médicos.

 

Segundo Paulo Duarte, muitos remédios acabam por ficar para trás porque as pessoas não têm dinheiro para pagar todos. E "não é por uma questão de preço. É um problema social", frisou o presidente da ANF, rematando que este problema não sofreu um agravamento nos últimos tempos. O maior agravamento sentiu-se em 2011 e 2012 e em 2013 o problema manteve-se.

 

Depois há também a realidade do "fazer fiado". Sobretudo em localidades mais pequenas as pessoas acabam por aviar toda a receita mas vão pagando em prestações. Há farmácias com "200, 300, 400 euros de dívida permanente", revelou Paulo Duarte, sublinhando contudo que "as farmácias já não conseguem suportar isso como antes" e que muitas populações têm contado com o apoio das autarquias, por exemplo.

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