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Centeno: Já foram pagos 900 milhões de dívidas em atraso dos hospitais EPE

“O Governo conseguiu repor o nível de emprego [na saúde] e até aumentá-lo face à anterior legislatura, realçou Mário Centeno, que revelou que já foram pagos 900 milhões para pagar dívidas em atraso dos hospitais EPE.

João D'Espiney joaodespiney@negocios.pt 11 de Abril de 2018 às 12:10
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O ministro das Finanças, Mário Centeno, revelou esta quarta-feira que já foram utilizados 900 milhões de euros para pagar dívidas em atraso dos hospitais EPE entre Dezembro e Março deste ano e que até ao início de Abril já foram identificadas 98% das facturas em atraso.

 

Falando na comissão de Saúde, Mário Centeno voltou a admitir que está preocupado com o acumular de dívidas e foi por isso que "aprovámos medidas o ano passado" para fazer face aos pagamentos em atraso. Em causa está um total de 1.400 milhões de euros a transferir para os hospitais em três tranches.

 

O ministro das Finanças disse ainda que foi precisamente para que este processo não se repita que foi criada uma unidade de missão para acompanhar a situação financeira na saúde.


Centeno diz que foram pagas quase todas as faturas de dívidas em atraso na Saúde
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O ministro das Finanças anunciou hoje que 98% de todas as faturas identificadas ao abrigo da regulação de pagamentos em atraso no Serviço Nacional da Saúde (SNS) foram pagas até ao início deste mês.

 

Em resposta aos deputados do CDS e do PSD que o acusaram de ter imposto um garrote financeiro no sector, Mário Centeno recordou que "na anterior legislatura, a saúde perdeu mil milhões de euros, 10% do orçamento" e que entre Fevereiro de 2015 e 2018, a despesa cresceu 13%, ou seja, "em três anos mais do que recuperámos o que se perdeu na legislatura anterior".

 

O ministro das Finanças revelou ainda que em três anos entraram para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) 8.480 trabalhadores, um aumento de 7,6%. "O Governo conseguiu repor o nível de emprego e até aumentá-lo face à anterior legislatura." Destes 3.926 foram enfermeiros, 2.795 médicos, 460 técnicos de diagnóstico e terapêutica e 778 assistentes operacionais.

 

"Se isto não é cuidar da saúde dos portugueses não sei o que é", acrescentou.

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