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Conflito de interesses provoca demissão do coordenador do Conselho de Ética

O Negócios sabe que um conflito de interesses deverá estar na origem da demissão do coordenador da Comissão de Ética da Ordem dos Médicos. Filipe Almeida é docente no Instituto de Bioética, que é dirigido por Ana Sofia Carvalho, relatora do parecer sobre o racionamento de medicamentos feito pelo Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 11 de Janeiro de 2013 às 18:58

Filipe Almeida, coordenador do Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médicas (CNEDM), da Ordem dos Médicos, é membro do corpo docente do Instituto de Bioética (da Universidade Católica), cuja directora, Ana Sofia Carvalho, foi relatora do parecer sobre o racionamento de medicamentos feito pelo Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV).

 

Acontece que, a pedido do Conselho Nacional Executivo (CNE) da Ordem dos Médicos, o CNEDM fez um parecer apoiando o parecer do CNECV, contrariando as críticas que têm sido feitas pelo bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva.

 

Em causa está um documento que defende como “equilibrado” o parecer emitido em Setembro pelo CNECV que defendia que existe fundamento ético para que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) promova medidas para conter custos com fármacos.

 

Considerando que o órgão coordenado por Filipe Almeida não respondia ao que lhe tinha sido pedido, o CNE da Ordem volta a solicitar ao CNEDM que responda às questões que lhe foram colocadas. Almeida acabou entretanto por se demitir, tendo com ele saído, por solidariedade, mais dois ou três elementos, de um total de sete, do CNEDM. O Negócios tentou, ao longo desta tarde, falar com Filipe Almeida, que nunca atendeu o telemóvel.

 

O CNE da Ordem dos Médicos, que esteve esta tarde reunido em Coimbra, avança que apenas “tem conhecimento de dois pedidos reiterados de demissão”.

 

Em comunicado, esclarece que solicitou ao CNEDM que “respondesse a questões, objectiva e institucionalmente colocadas”  relativas ao parecer do CNECV sobre o racionamento de medicamentos, mas que “continua a aguardar a resposta às questões colocadas, que são consideradas como essenciais para a sociedade”.

 

No caso do funcionamento do CNEDM, o CNE garante que, no “caso de persistirem pedidos de demissão, a sua substituição será concretizada de acordo com as regras estatutárias”

 

 

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