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Corte de crédito das farmacêuticas aos hospitais pode ir além da Roche

Tomada de posição da Roche pode ser seguida por outras farmacêuticas, admite a associação da indústria Apifarma.

Lusa 27 de Fevereiro de 2012 às 18:33
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A indústria farmacêutica considera que "não é de estranhar" que muitas empresas tenham de alterar a sua relação comercial com os hospitais públicos por causa das dívidas, tal como fez hoje a Roche, que suspendeu o crédito a 23 hospitais.

Apesar de ressalvar que "a política comercial das empresas associadas da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) é da responsabilidade exclusiva das mesmas", a Apifarma alerta para "as consequências do aumento das dívidas às empresas".

"Perante o valor atingido pelas dívidas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde às empresas farmacêuticas - 1.270,6 milhões de euros em Dezembro de 2011 e um prazo médio de pagamento de 476 dias - não é de estranhar que muitas empresas tenham necessidade de alterar a sua relação comercial com os hospitais públicos", lê-se no comunicado da Apifarma.

Para a indústria farmacêutica, "as consequências deste elevado valor em dívida são graves e têm impacto não apenas na actividade das empresas, mas, sobretudo, nos doentes".

A Apifarma alerta ainda para o "crescente risco de falhas de medicamentos no mercado resultantes da inviabilidade de manter produtos já comercializados, o que pode colocar em causa a equidade e o acesso da população aos medicamentos, um tratamento adequado, assim como um diagnóstico apropriado e uma correta monitorização dos doentes".

"O avolumar dos valores em dívida aumenta o risco da transferência das suas operações para fora do país, no caso das multinacionais, e de encerramento por insolvência, no caso das empresas de base nacional de menor dimensão, com o consequente impacto no aumento do desemprego em Portugal", lê-se no comunicado.

A Roche suspendeu hoje o crédito a 23 hospitais com dívidas, mas o Ministério da Saúde, que lamentou esta decisão, garantiu que não haverá qualquer interrupção de tratamentos actuais e futuros no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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