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Depois de Portugal e Grécia, Roche limita crédito a hospitais de Espanha e avisa Itália

Uma dúzia de hospitais espanhóis não vai poder comprar medicamentos a crédito à multinacional Roche. Tal como já acontece com 23 hospitais portugueses.

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A Roche limitou a venda de medicamentos a crédito a uma dúzia de hospitais de Espanha. A farmacêutica segue uma política já instituída em Portugal e na Grécia, que impede que os hospitais mais endividados recebam produtos por fiado.

São 12 os hospitais espanhóis que não vão poder pedir mais medicamentos a crédito à Roche, noticiou o jornal “El País” e confirmou já a multinacional. Os centros hospitalares envolvidos são aqueles cujos medicamentos têm um atraso no pagamento superior a 700 dias.

Os centros espanhóis poderão voltar a pedir medicamentos emprestados quando reduzirem essa dívida a um certo nível - que não é especificado-, segundo a porta-voz da Roche, Sílvia Dobry, em declarações à Bloomberg.

Em Setembro do ano passado, a Roche já tinha avisado Espanha, através do seu director-geral, Severin Schwann, que poderiam deixar de ser entregues mais medicamentos a hospitais públicos espanhóis. Nessa data, foi anunciado o fim da entrega de medicamentos a hospitais da Grécia.

Pouco depois, em Fevereiro deste ano, foi a vez de Portugal. A farmacêutica suíça anunciou que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde acumulavam uma dívida à Roche superior a 135 milhões de euros, acrescido de juros de mora de 6 milhões de euros. Ao mesmo tempo, o pagamento registava um atraso médio de 420 dias. A situação levou a empresa a suspender o crédito a 23 hospitais nacionais, embora tendo garantido que o pronto pagamento continua a funcionar.

Agora, a porta-voz da Roche avisa, num e-mail citado pela agência Bloomberg, que está a ser estudada uma alteração da política de medicamentos com um "número limitado" de hospitais italianos que não pagam as suas contas num período entre dois e três anos. Será o quarto deste grupo de países afectados pela crise da dívida a sentir os efeitos práticos da crise da dívida na região.
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