Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Fechar fronteiras? "não está ainda em cima da mesa, mas vamos ver como isto vai evoluir"

O ministro dos Negócios Estrangeiros admite que existem possibilidades nos tratados de repor fronteiras, e salienta que "nem a melhor informação técnica e científica disponível neste momento diz que esse tipo de controlos é eficaz".

Augusto Santos Silva
Reuters
Negócios 01 de Março de 2020 às 10:39
  • Assine já 1€/1 mês
  • 5
  • ...
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, garante que neste momento não está em cima da mesa Portugal encerrar fronteiras para controlar a propagação do novo coronavírus.

Ainda que haja possibilidades legais, em alguns casos, das fronteiras serem recolocadas, o ministro da diplomacia nacional garante que "não está ainda em cima da mesa", mas deixa a porta aberta: "mas vamos ver como isto vai evoluir", diz em entrevista à TSF/DN.

Ainda assim uma medida dessas não seria competência de um único ministro, mas do Governo, e, acrescenta, "a forma racional de agir é com base na melhor informação técnico-científica, neste caso médica".

E reafirma: "não está em cima da mesa, nem a melhor informação técnica e científica disponível neste momento diz que esse tipo de controlos é eficaz. Basicamente, a recomendação das autoridades de saúde - vou dizer com base na minha competência, que é de cidadão comum nessa matéria - em todo o lado, incluindo em Portugal - e eu, cidadão Augusto Santos Silva, traduzo assim -, diz para termos muito cuidado com a higiene, para multiplicarmos os cuidados de higiene. Basicamente é isso".

Para os cidadãos que viajam de uma zona infetada, há outros cuidados. Nas recomendações do Ministério dos Negócios Estrangeiros é a de que não se façam viagens não essenciais à República Popular da China; que não se realizem excursões, visitas de estudo ou outras deslocações de estudantes a Itália; que as pessoas que estejam em viagens a Itália cumpram as recomendações e sigam as informações das autoridades italianas e tenham as cautelas de segurança adequadas. No caso do Irão, "o ministério avisou que, como estava em curso um processo de fechamento de fronteiras por parte de países vizinhos e várias companhias aéreas estavam a suspender os voos, os portugueses que estivessem de viagem no Irão deveriam antecipar os seus planos de regresso", especificou.


Ver comentários
Saber mais Augusto Santos Silva Itália Irão China
Mais lidas
Outras Notícias