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Governo assegura tratamentos nos hospitais públicos

A Roche anunciou hoje, em comunicado enviado à Lusa, que deixará de vender medicamentos a crédito a 23 hospitais que estão a dever à farmacêutica há mais de 500 dias. O Ministério da Saúde já veio garantir a continuidade dos tratamentos.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 14:42
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O Ministério da Saúde assegura que os tratamentos nos hospitais públicos continuarão a ser prestados sem qualquer problema, apesar do fim do financiamento de medicamentos a crédito a 23 hospitais públicos por parte da Roche farmacêutica .

“Não há nem haverá qualquer interrupção de tratamentos actuais e futuros e os hospitais do SNS continuarão a disponibilizar sempre que justificado clinicamente os medicamentos fornecidos pelo Laboratório Farmacêutico que hoje decidiu suspender os créditos a alguns hospitais do SNS”, lê-se no comunicado enviado às redacções.

“O SNS lamenta a decisão da Roche de concretizar a ameaça, e encontrará soluções, inclusivamente junto de outros fornecedores, assegurando pagamentos nos moldes que se verificarem necessários”, acrescenta.

O Ministério da Saúde aproveita ainda para frisar que o problema da dívida faz parte da herança do anterior governo e dirige críticas à decisão da Roche. “Durante anos a Roche Farmacêutica beneficiou de receitas de centenas de milhões de euros de proveitos do SNS pelo que esta decisão é uma atitude não condizente com a de um parceiro – especialmente numa altura em que o País se encontra a cumprir um programa de ajustamento financeiro e num esforço histórico para ultrapassar a crise financeira que atravessa”.

O ministro da Saúde encontra-se a elaborar, em parceria com a Apifarma, um plano de pagamentos de dívidas que ultrapassam os mil milhões de euros só a farmacêuticas. Além disso, os hospitais já estão obrigados a cumprir com a nova lei dos compromissos, que os impede de assumir despesa se não tiverem receita para os cobrir nos três meses seguintes.

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