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Gripe "entupiu" urgências e devolveu macas aos corredores

Médicos falam em “ruptura como não se via há 20 anos” e culpam os cortes no sector da Saúde que emagreceram até ao limite as equipas nos hospitais.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 13 de Janeiro de 2014 às 09:17
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A chegada da gripe, que originou picos de procura durante a semana passada, está a levar à “ruptura das urgências como não se via há 20 anos”, com períodos de espera a prolongarem-se por mais de dez horas e um grande número de macas nos corredores, alertou Mário Jorge Neves, da Federação Nacional dos Médicos.

 

Em declarações ao “DN”, o responsável sublinhou que “as equipas são diminutas e não há capacidade de resposta”, sustentando que “é o descalabro visível da politica desastrosa, mas dissimulada da equipa do Ministério”. Também o bastonário, José Manuel Silva”, frisou que “as equipas estão a funcionar com pessoas abaixo dos mínimos para cortar nas despesas com recursos humanos”, não só médicos mas também enfermeiros e auxiliares.

 

Na semana passada, a gripe disparou a procura de cuidados, tendo alguns serviços registado mais de 500 pessoas por dia. E foram vários os casos noticiados de esperas prolongadas, como por exemplo no Santo António (Porto) onde um homem esperou 50 horas até ser internado, ou no Garcia de Orta (Almada), onde um utente esperou dez horas para ser atendido na Urgência.

 

Enquanto o Ministério da Saúde argumentou ao mesmo jornal que nenhum hospital deu “alerta de ruptura”, os profissionais apontam o dedo à falta de médicos, em particular nos cuidados de saúde primários, o que deixa os utentes sem alternativa se não recorrer aos hospitais. Segundo dados oficiais, entre Janeiro e Novembro de 2013 houve 5,5 milhões de urgências, mas apenas 8,5% resultaram em internamentos. Quase metade dos casos (43%) eram pouco ou nada urgentes.

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