Saúde Hospitais públicos pagaram 36 milhões para operar doentes no privado em 2015 - DN

Hospitais públicos pagaram 36 milhões para operar doentes no privado em 2015 - DN

Em 2015 foram emitidos 111 mil vales para realizar cirurgias fora do Serviço Nacional de Saúde. Há perto de 194 mil utentes nas listas de espera.
Hospitais públicos pagaram 36 milhões para operar doentes no privado em 2015 - DN
Ricardo Castelo/Negócios
Negócios 30 de maio de 2016 às 09:41

Os hospitais públicos gastaram 36 milhões de euros em 2015 para realizar operações em unidades de saúde do sector privado ou social. Este valor corresponde a mais de 111 mil vales-cirurgia que foram emitidos pelas instituições do Estado depois dos doentes estarem seis meses à espera de serem operados.

 

Mesmo depois das 20.285 cirurgias realizadas no ano passado ao abrigo deste esquema, previsto no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), no final de 2015 havia perto de 194 mil utentes inscritos na lista de espera para cirurgia, mais dez mil do que no ano anterior, e ainda 5.972 doentes pendentes.

 

Estes números provisórios relativos a 2015 constam dos dados enviados pelo Ministério da Saúde ao Bloco de Esquerda, citados esta segunda-feira, 30 de Maio, pelo Diário de Notícias. E mostram que no acumulado dos últimos três anos, a factura com cirurgias feitas fora do Serviço Nacional de Saúde ascendeu a cem milhões de euros.

 

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que é uma das unidades com maior produção cirúrgica, foi aquele que no ano passado teve uma factura mais elevada com este sistema, no valor de 4,6 milhões de euros, correspondente a 2.560 cirurgias realizadas fora. Com mais de 14 mil inscritos, Coimbra lidera também as listas de espera, seguida do Centro Hospitalar Lisboa Central, com 11.703 nomes.

 

E a factura com os vales-cirurgia relativa a 2015 podia ser ainda superior. Como o Jornal de Notícias noticiou em Março, vários hospitais do Norte e do Centro do país estão a boicotar a possibilidade dos doentes que não conseguem operar dentro dos prazos regulamentados serem intervencionados noutros estabelecimentos hospitalares. A Entidade Reguladora da Saúde já registou mais de três centenas de reclamações a nível nacional desde o início de 2015.




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