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Idas ao hospital mais caras a partir da próxima semana

As taxas moderadoras que os cidadãos pagam pelas consultas nos hospitais vão subir 2,8% já na próxima semana.

Sofia A. Henriques/Negócios
Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 11 de Janeiro de 2013 às 12:30

A partir da próxima semana, a factura a pagar pelo atendimento em consulta ou em urgência num hospital público vai aumentar. As taxas moderadoras vão ser actualizadas em 2,8%, em linha com a taxa de inflação do ano passado. O valor pago pelos cuidados prestados em centros de saúde mantém-se inalterado.

 

Assim, uma consulta num hospital passa a custar 7,71 euros, ao invés dos actuais, 7,50 euros, e o atendimento em urgências vai aumentar 56 cêntimos no caso das polivalentes, para 20,56 euros, 42 cêntimos no caso das urgências básicas, para 15,45 euros, e 49 cêntimos no caso das urgências médico-cirúrgicas, para 17,99 euros.

 

A actualização anual das taxas moderadoras de acordo com a inflação tem vindo a acontecer ao longo dos últimos anos, mas só foi legislada depois da assinatura do memorando com a troika, que o impôs. Os serviços de saúde aguardavam a publicação da taxa de inflação do ano passado, pelo INE, para poderem começar a praticar os novos preços. 

 

Fonte oficial da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) confirmou ao Negócios, que as novas taxas passarão a ser cobradas na próxima semana. Os cuidados de saúde primários (consultas e urgências em centros de saúde) ficam exceptuados do aumento.

 

O Governo aumentou em 2012 as taxas moderadoras em alguns casos para mais do dobro, por forma a cumprir com um dos pontos do memorando de entendimento. E agora, num relatório conhecido esta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que ainda há margem para subir mais as taxas, respeitando os limites constitucionais.

 

Tal como o Negócios já noticiou, a taxa moderadora de um atendimento em urgência polivalente poderia custar 33,62 euros, o equivalente a um terço dos 112 euros que é o custo do atendimento em urgência para o Estado.

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