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Infarmed cria plano de contingência para garantir acesso aos medicamentos

Presidente da autoridade do medicamento afasta ideia de um problema generalizado de falta de acesso ao medicamento mas, por precaução, criou um plano de contingência.

Negócios 20 de Dezembro de 2012 às 14:23
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“Estamos em condições de garantir que não falhará o acesso aos medicamentos essenciais. Temos pensado um plano de contingência que garante o abastecimento dos medicamentos essenciais a todo o território em caso de ruptura”, avançou esta manhã o presidente do Infarmed, Eurico Alves.

 

O responsável deixou contudo claro que a sua convicção é que “não vai ser necessário aplicar o plano”, pois nas operações que o Infarmed tem levado a cabo foram apenas detectados “problemas pontuais”, relacionados com questões técnicas e fornecimentos adiados ou suspensos.

 

Problema da exportação paralela é “pontual”


Quanto ao problema tão falado da exportação paralela, o presidente do Infarmed insistiu em dizer que se trata de um “problema pontual de prevaricadores”. “O nosso objectivo é demonstrar que a situação não afecta generalizadamente a saúde pública”, rematou.

 

“Cada um faz a sua luta política em função dos interesses que considera legítimos”, acrescentou, durante uma conferência de imprens, quando questionado sobre os alertas que têm sido lançados pelas farmácias e laboratórios.

 

Eurico Alves socorreu-se ainda do mapa que o Infarmed passou a disponibilizar no seu site para mostrar que não faltam medicamentos essenciais nas farmácias.

 

Tal como Negócios noticiou esta semana, neste momento há apenas uma farmácia com três substâncias em falta e o Infarmed já está a averiguar os motivos. Este mapa é actualizado permanentemente com a informação que as farmácias são obrigadas a reportar, caso tenham em falta algumas das 42 substâncias activas consideradas essenciais pela Organização Mundial de Saúde.

 

Recebidas 51 notificações num mês


Para ajudar à actividade de inspecção, o Infarmed disponibilizou também há um mês uma linha directa (via telefone ou e-mail) que pode ser utilizada por utentes e farmacêuticos para avisar da falha de um qualquer medicamento numa ou mais farmácias.

 

Em um mês a autoridade do medicamento recebeu 51 notificações, correspondentes a 49 medicamentos. Dessas, 16 diziam respeito a situações que já tinham sido sinalizadas, relativamente a 27 o Infarmed já tinha sido notificado previamente da ruptura de stock e oito das notificações carecem de mais detalhes (nome do medicamento e dosagem).

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