Saúde José Magalhães: "PPP de Cascais trouxe-nos muita ansiedade no início"

José Magalhães: "PPP de Cascais trouxe-nos muita ansiedade no início"

Grupo Amil adquiriu hospitais da Caixa Geral de Depósitos (CGD) há um ano e apesar das dívidas e prejuízos do passado, a situação financeira já se encontra "estável".
Marlene Carriço 14 de maio de 2014 às 16:30

Quando o grupo brasileiro Amil adquiriu os hospitais da Caixa Geral de Depósitos (CGD), uma das situações que "mais ansiedade" criava ao nível da gestão era a parceria público-privada (PPP) de Cascais. O administrador José Carlos Magalhães tentou negociar o contrato com o Estado, mas em vão.

 

"O Hospital de Cascais trouxe-nos muita ansiedade no início. Não estávamos habituados a ter uma relação com o Estado", admitiu o administrador que perguntou ao Governo, por duas vezes, se podia mexer no contrato de gestão. A resposta foi sempre negativa. E a verdade é que "estamos a conseguir gerir Cascais atendendo com todos os requisitos". "Tenho de viver com o que recebo. O Estado é um cliente sério", rematou.

 

Apesar das contas no vermelho herdadas do passado, a parceria público-privada (PPP) de Cascais conta neste momento com uma "situação financeira estável", garantiu o presidente do conselho de administração do Grupo Lusíadas Saúde, esta quarta-feira, à margem da apresentação da nova marca do grupo. Os HPP Saúde passaram a chamar-se Grupo Lusíadas Saúde.

 

E como é que agora, com um novo gestor, o hospital de Cascais consegue estar a endireitar contas? "Fizemos algumas mudanças de gestão e aproveitámos recursos humanos", explicou José Magalhães. Enquanto que antes este hospital tinha uma administração que se tinha de preocupar com a gestão, agora "a gestão está centralizada", o que traz vantagens por exemplo na altura de fazer aquisições pois o grupo tem uma "mão mais pesada" e consegue negociar melhores preços.

 

Ainda assim, e apesar de aceitar o contrato que tem uma duração até 2018, José Magalhães gostaria que o contrato fosse "menos complicado nas exigências" e que "o hospital atendesse mais pessoas do que atende". "Às vezes parece que está abandonado", retratou o administrador.

 

Frisando que tem pouco conhecimento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), José Magalhães defende contudo que o Governo não deveria gastar 500 milhões de euros num novo hospital em Lisboa pois mesmo fechando os hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Central, a produção poderia ser distribuída pelos que já existem na cidade e arredores.




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