Saúde Mais de metade dos hospitais são privados mas foram os públicos que “produziram” mais

Mais de metade dos hospitais são privados mas foram os públicos que “produziram” mais

Dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que os hospitais públicos realizaram 71% dos internamentos, 60% das consultas externas, dois terços das cirurgias e 75% dos atendimentos nas urgências.
Mais de metade dos hospitais são privados mas foram os públicos que “produziram” mais
João D'Espiney 05 de abril de 2019 às 12:50

Portugal tinha 225 hospitais no final de 2017, dos quais 114 eram privados, o mesmo número do ano anterior mas mais 27 e 15 unidades, respetivamente, em relação a 2007. Apesar da predominância dos hospitais privados ser abrangente a todo o território, foram nos públicos que se fizeram mais consultas, cirurgias, partos e atendimentos de urgência.

Esta é uma das principais conclusões que se pode retirar do documento com as "Estatísticas da Saúde 2017", divulgadas esta sexta-feira, 5 de abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


De acordo com os dados do INE, a lotação praticada pelos hospitais era de 35 mil camas em 2017, um número que traduz um decréscimo de 1.267 camas face a 2007. Apesar desta redução global, o número nos hospitais privados aumentou em 1,7 mil neste período para um total de 10,9 mil camas. Os hospitais públicos tinham 22,4 mil e os quatro em regime de Parceria Público-Privada 1,6 mil.

Em termos de internamentos, registaram-se 1,2 milhões nos hospitais portugueses em 2017, o que representa um acréscimo de 3,4 mil relativamente ao ano anterior, mas menos 82,3 mil do que em 2007. 71% dos internamentos ocorreram em hospitais públicos e a duração média foi de 8,9 dias (em 2007, foi de 8,2 dias).

Os hospitais públicos realizaram 60% das 19,8 milhões consultas externas efetuadas em 2017, valor que traduz um aumento de 1,9% face ao ano anterior e de 48% se compararmos com os dados de 2007.

As especialidades com maior número de consultas nos hospitais em geral foram as de Ortopedia (9%), Oftalmologia (8,3%), Ginecologia-Obstetrícia (7,1%), Cirurgia Geral (5,1%), Otorrinolaringologia (5,0%) e Pediatria (5,0%).

Os dados do INE revelam ainda que dois terços das 941,7 mil cirurgias realizadas no período em análise foram feitas nas unidades públicas. O número total traduz uma subida de 16,3% relativamente a 2007. Já as 177,9 mil pequenas cirurgias efetuadas representam um decréscimo de 23,4%.

No que toca aos partos, foram efetuados cerca de 84,7 mil partos nos hospitais portugueses, aproximadamente três quartos do total de partos realizados em Portugal em 2017, ou seja, menos 760 partos do que em 2016 (menos 0,9%).

Os hospitais privados realizaram 12,1 mil partos, sendo que cerca 82,9% implicaram a realização de cesariana ou o recurso a instrumentos de apoio como fórceps e ventosas.


Em termos de urgências, o documento do INE indica que foram realizados 7,6 milhões de atendimentos, o que significa uma descida quase 95 mil (1,2%) episódios em relação a 2016 mas um aumento de 68 mil (0,9%) em relação a 2007.


"Em 2017, quase 75% dos atendimentos foram realizados em hospitais públicos e o principal motivo destes atendimentos foi a doença (81,9%), tendo as lesões provocadas por acidente representado 10,6%", revela o documento do INE.




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