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Bial já pode vender medicamento para a epilepsia sem auxílio de outros fármacos nos EUA

O regulador norte-americano, Food and Drug Administration, aprovou a utilização de um antiepiléptico desenvolvido pela Bial, o primeiro medicamento de patente e investigação portuguesa, em monoterapia, ou seja, sem o auxílio de outros medicamentos.

Paulo Duarte/Correio da Manhã
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 01 de Setembro de 2015 às 11:15
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"O acetato de eslicarbazepina pode agora ser administrado, nos Estados Unidos, em monoterapia em doentes que iniciam o tratamento [da epilepsia] ou na sequência da mudança de outros antiepilépticos", pode ler-se no comunicado divulgado esta terça-feira, 1 de Setembro, pela farmacêutica.

O medicamento desenvolvido pela Bial já havia sido "aprovado em Novembro de 2013 pela Food and Drug Administration (FDA) como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epilépticas", refere a nota, que salienta agora o facto de o medicamento poder ser agora utilizado no tratamento da doença sem o auxílio de outros fármacos.

"Esta é a segunda aprovação – a primeira a nível mundial para a indicação de monoterapia –que recebemos das autoridades reguladoras norte-americanas, cujos padrões de exigência são muito rigorosos", salientou António Portela, CEO do grupo Bial, destacando que o "antiepiléptico chegará a um maior número de doentes ao poder ser utilizado tanto em monoterapia, como no tratamento adjuvante [combinado com outros fármacos]".

Para o gestor, a aprovação concedida "traduz a confiança, a qualidade e a segurança" do medicamento e da aposta da farmacêutica, que se compromete a continuar a fazer "Investigação & Desenvolvimento (I&D) de novos fármacos".

Os EUA representam "cerca de 50% do mercado mundial de epilepsia" e estima-se que aqui "uma em cada 26 pessoas irá desenvolver uma crise epiléptica ao longo da vida", refere ainda esta nota. A nível mundial, "aproximadamente 50 milhões de pessoas" em todo o mundo sofrem desta patologia.

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