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OMS: Subida de 50% do imposto sobre o tabaco evitaria 11 milhões de mortes no mundo

26 dos 53 países europeus já cobram 75% de imposto sobre o preço da tabaco, uma tendência que a Organização Mundial de Saúde quer estender à totalidade dos países na Europa.

Negócios 28 de Maio de 2014 às 11:34
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Encarecer o tabaco através da subida de impostos é a medida mais eficaz para combater o tabagismo, assegura a Organização Mundial de Saúde (OMS). Se o imposto sobre o tabaco subisse 50% em todos os países, 49 milhões de pessoas deixariam de fumar e seriam evitadas 11 milhões de mortes, segundo os cálculos da OMS, noticia o "Europapress", esta quarta-feira, 28 de Maio.

 

A propósito do Dia Mundial sem Tabaco que se celebra a 31 de Maio, o organismo das Nações Unidas dedicado à saúde sublinha a importância de subir a taxa aplicada a estes produtos de maneira a que represente 75% do preço final de venda. Cerca de metade dos países da Europa (26 dos 53) já conseguiram atingir esta percentagem.

 

"Os impostos não são populares, mas são o nosso maior aliado para salvar vidas através do controlo do tabaco. Em 26 países os impostos representam três quartos do preço final de venda e o nosso objectivo é que os restantes 27 sigam o exemplo", defendeu a directora da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, em comunicado citado pela "Europapress".

 

As consequências positivas seriam imediatas, explica o organismo, uma vez que com um aumento de apenas 10% já se conseguiu reduzir em 4% os fumadores em países com capacidade de compra elevada e até 5% nos países mais pobres.

 

Este aumento de preços via impostos pretende afectar as pessoas com menos recursos, principalmente os jovens, entre os quais o consumo poderia cair até 3 vezes mais rápido do que entre a população adulta. Um estudo realizado em 2010 revelou que subir o preço em 10% faria com que as vendas de tabaco a adolescentes caíssem até 18%.

 

Esta redução de consumo traria ainda benefícios para os governos que poderiam aumentar as receitas, ainda que temporariamente, e o combate a algumas doenças derivadas do tabagismo como o cancro ou doenças cardiovasculares, seria mais eficaz.

 

Quanto aos benefícios para a saúde, a OMS recorda que basta um ano depois de deixar de fumar para o risco de doenças coronárias diminuir para metade, enquanto o risco de sofrer um AVC diminui entre 5 a 15 anos para probabilidades semelhantes às de quem nunca fumou.

 

A OMS dá como exemplo a Turquia que aumentou os impostos sobre o tabaco em 84,2% desde 2008 e como consequência reduziu 13% o consumo de tabaco. Em França os impostos também aumentaram entre 1990 e 2005, o que se traduziu numa redução de 50% das vendas. 

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