Saúde Organização Mundial de Turismo: Não há restrições de viagens devido ao vírus zika

Organização Mundial de Turismo: Não há restrições de viagens devido ao vírus zika

A Organização Mundial de Turismo lembra que, apesar de o vírus zika ter sido decretado uma emergência mundial, não foram implementadas restrições nas viagens para as áreas afectadas. Os turistas devem receber informação actualizada.
Organização Mundial de Turismo: Não há restrições de viagens devido ao vírus zika
Reuters
Vera Ramalhete 02 de fevereiro de 2016 às 10:57

A Organização Mundial de Turismo (OMT) emitiu um comunicado realçando que não foram implementadas restrições nas viagens para as áreas afectadas pelo vírus Zika, mas que os passageiros devem receber informação actualizada sobre o vírus. O impacto no sector ainda não é mensurável, acrescenta a organização.

"A Organização Mundial de Turismo recorda que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) não deverão ser implementadas restrições nas viagens em áreas afectadas" pelo vírus Zika, refere o comunicado, emitido esta terça-feira, 2 de Fevereiro. Também não deverá haver restrições no comércio com os países afectados.

O comunicado surge um dia após a OMS ter declarado a proliferação do vírus zika como uma "emergência mundial", depois de a doença originada pela picada de um mosquito já ter sido detectada em mais de 20 países das Américas e estar associada a crescentes casos de perturbações neurológica e de microcefalia em recém-nascidos.

A OMT indica ainda que os passageiros devem ser informados "com dados actualizados sobre os riscos e as medidas adequadas para reduzir a possibilidade de exposição às picadas do mosquito" e que os aviões e aeroportos devem seguir as medidas de desinfecção recomendadas pela OMS. 

Segundo a organização, é ainda demasiado cedo para avaliar correctamente o impacto no sector, devido à evolução constante da situação. Com o rápido aumento do número de infectados devido à pisada do mosquito que transmite a doença, companhias de aviação, hotéis e operadores de cruzeiros com actividade ou ligações às Caraíbas e América Latina enfrentam o receio crescente dos turistas, noticiou a Reuters, referindo desistências dos clientes. A TAP e as agências de viagens portuguesas ainda não tinham tido viagens canceladas.




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