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Roche suspende venda a crédito a 23 hospitais

A Roche Farmacêutica suspendeu hoje o fornecimento de medicamentos a crédito a 23 hospitais públicos com dívidas há mais de 500 dias.

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 11:43
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A farmacêutica Roche suspendeu hoje a venda a crédito a 23 hospitais públicos com dívidas há mais de 500 dias. Em comunicado enviado à agência Lusa, o laboratório lembra que "os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) acumulam já uma dívida à Roche Farmacêutica superior a 135 milhões de euros", além de juros de mora no valor de seis milhões de euros, e um atraso médio no pagamento superior a 420 dias.

No caso destes 23 hospitais, apresentam "dívidas acumuladas há mais de 500 dias, chegando mesmo em alguns casos a superar os 1.000 dias, em claro incumprimento do prazo de pagamento de 60 dias, acordado contratualmente por ambas as partes". "Face à ausência do referido plano de pagamentos, não resta à Roche Farmacêutica outra opção além de implementar uma nova política comercial", que entra hoje em vigor.

Esta nova política, indica o documento, passa por suspender o crédito aos 23 hospitais, continuado a empresa a assegurar a venda de medicamentos, sobretudo da área oncológica, mas a pronto pagamento no que diz respeito a estas unidades de saúde.

Farmacêutica já tinha anunciado esta intenção

A Roche tinha já anunciado, em Novembro passado, a intenção de implementar uma nova política comercial, decisão que foi "temporariamente suspensa na sequência de conversações com o Ministério da Saúde, nas quais foi transmitido à Roche Farmacêutica o compromisso de apresentar, até dia 31 de Janeiro, um plano de pagamento da dívida total vencida – o que, infelizmente, não se veio a concretizar".

No passado dia 6, a Roche informou "formalmente o Ministério da Saúde, Infarmed e Conselhos de Administração dos referidos Hospitais, que, embora compreendendo as dificuldades inerentes à actual conjuntura económica e financeira, a nova política comercial seria impreterivelmente implementada" a partir de hoje, para "garantir a sustentabilidade económica da empresa em Portugal".

Uma reunião na passada sexta-feira no Ministério da Saúde resultou infrutífera, uma vez que "não foi possível encontrar uma solução satisfatória".

A suspensão de medicamentos a crédito é uma das consequências do incumprimento dos pagamentos dos hospitais. O Ministério da Saúde devia ter apresentado até ao final do ano passado um plano de regularização de dívidas, acordado com a troika. Esse plano ainda não foi desenhado. Paulo Macedo aguarda 1.500 milhões de euros provenientes da transferência dos fundos de pensão da banca.
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