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Sector privado da saúde contra proposta do Bloco de Esquerda para cortar verbas

A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde (FNS) manifestou-se contra projecto do Bloco de Esquerda, que pretende diminuir os investimentos para a medicina do sector privado e aumentar as verbas disponibilizadas ao sector público.

A porta-voz do Bloco de Esquerda foi a Belém dizer que o Presidente da República deve indigitar o mais rápido possível António Costa .
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 09 de Junho de 2016 às 09:08
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Após o BE ter dado entrada, na Assembleia da República, ao projecto "Poupar no financiamento a privados para investir no Serviço Nacional de Saúde" a FNS declarou, em comunicado, ser "contra a utilização da saúde e do acesso dos portugueses a serviços de saúde como arma de arremesso ideológico".

 

No comunicado, a FNS aponta a importância da rede de convencionados nas políticas de saúde, postas em prática pelo Sistema Português de Saúde.

 

O sector privado que é convencionado com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem sido "parte da solução" e tem a capacidade de chegar à maior parte da população, no que toca a prestar serviços complementares de diagnóstico e terapêutica, consideram.

 

Apesar de produzir cerca de 90 milhões de actos por ano e de responder a cerca de 18 milhões de requisições por ano, o sector está a passar por momentos de instabilidade e a FNS declara que o ambiente criado por este projecto é "altamente corrosivo para um sector que é um pilar fundamental do Sistema de Saúde Português".

 

Segundo a FNS, ao pedir a reactivação de serviços no sector público o Bloco de Esquerda está a pôr em risco o futuro imediato do SNS e está a causar preocupações "com os impactos negativos na Economia, no Emprego e principalmente, na cobertura de cuidados de Saúde à população portuguesa".

 

A FNS afirma que estas medidas contribuem para uma regressão do Sistema de Saúde português e contrariando as declarações do deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira, a entidade afirma que a rede de convencionados tem perdido peso no orçamento da saúde.

 

O projecto do Bloco de Esquerda deverá ser analisado e disputado na próxima semana, na Comissão de Saúde, antes de ir a votos em plenário e, a ser aceite, o principal prejudicado será o "cidadão que o Estado deve servir".

 

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