Segurança Social Fundo da Segurança Social alarga limite de compra da dívida portuguesa para 90%

Fundo da Segurança Social alarga limite de compra da dívida portuguesa para 90%

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que visa cobrir as despesas com pensões por um período mínimo de dois anos, vai alargar o limite de compra de dívida portuguesa até 90%, segundo uma portaria das Finanças.
Fundo da Segurança Social alarga limite de compra da dívida portuguesa para 90%
Pedro Elias/Negócios
Lusa 03 de julho de 2013 às 08:23

O objectivo, segundo o documento que ainda está assinado pelo ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar e que foi publicado em Diário da República ao final da noite de terça-feira, é melhorar a rentabilidade dos investimentos do FEFSS, cuja carteira de activos corresponde actualmente a 55% de investimento em dívida pública portuguesa, 25% em dívida pública de outros Estados da OCDE e 17% em acções de empresas estrangeiras.

 

"Nas atuais condições, os mercados de dívida pública dos Estados-membros da OCDE apresentam níveis de taxas de juro particularmente deprimidos", o que significa "uma diminuição das oportunidades de rendibilidade futura para o FEFSS e um risco acrescido de desvalorização dos investimentos em dívida pública antes realizados", sustenta a portaria assinada também pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares.

 

O Governo entende, por isso, "que o FEFSS deve desinvestir em activos de outros Estados da OCDE por contrapartida da aquisição de dívida pública portuguesa" e manda o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, substituir estes activos por dívida pública portuguesa até ao limite de 90% da carteira  do FEFSS.

 

Os resultados desta alteração serão reavaliados até ao final de 2015, acrescenta o documento.

 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI