Segurança Social Governo "preocupado" com cortes nas reformas de polícias

Governo "preocupado" com cortes nas reformas de polícias

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, diz estar em contacto com Vieira da Silva para "perceber melhor o que está em causa" nos cortes nas reformas antecipadas de agentes da PSP.
Governo "preocupado" com cortes nas reformas de polícias
Lusa 22 de abril de 2016 às 12:45
A ministra da Administração Interna disse hoje que está a analisar os cortes nas pensões de reforma dos polícias, estando em "diálogo permanente" com o Ministério do Trabalho para perceber o que está em causa.

"A situação preocupa-me. Estou a tentar perceber e a analisar quais são os contornos da questão e estou em diálogo permanente com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social no sentido de perceber melhor o que está em causa", disse aos jornalistas Constança Urbano de Sousa, que no dia 26 vai ser ouvida no parlamento sobre este assunto.

O Estatuto profissional da PSP, que entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2015, estabelece a reforma para os polícias aos 60 anos, mas a Caixa Geral de Aposentações está a fazer cortes de cerca de 13 por cento, valor aplicado às reformas antecipadas.

Estes cortes estão a ser contestados pelos sindicatos da PSP e o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) tem marcada uma manifestação para terça-feira, junto ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSS), apesar de hoje se reunir com o ministro Vieira da Silva.

Sobre o protesto, a ministra afirmou que os sindicatos "têm o direito de se manifestar", sendo um direito que lhes assiste.

Constança Urbano de Sousa falava aos jornalistas à margem da conferência "Os polícias portugueses no centro dos novos desafios europeus", organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) no âmbito das comemorações dos 27 anos dos "secos e molhados".

A ASPP vai ter um encontro com o ministro Vieira da Silva na próxima quarta-feira sobre os cortes nas pensões dos polícias.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse aos jornalistas que vai aguardar pelos resultados da reunião para definir o que vai fazer no futuro sobre estas questões.

No entanto, considerou que o Governo tem que fazer cumprir a lei, ainda que o estatuto profissional tenha sido aprovado pelo anterior executivo.



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