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Ministra adia esclarecimentos sobre corte nas pensões para depois das eleições

Questionada pelo PS, Maria Luís Albuquerque não explicou o impacto dos 600 milhões de euros que é necessário poupar em pensões e os pormenores da medida, dizendo que isso será discutido depois das eleições.

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"O Governo tem dito repetidamente que não há um desenho da medida e temos um impacto positivo no sistema de pensões em medidas que têm ainda de ser desenhadas, de preferência num diálogo com o PS, que temos esperança que possa ser mais intenso depois das eleições", afirmou a ministra das Finanças, durante a sua audição desta manhã na Comissão de Orçamento e Finanças, na Assembleia da República.

 

A governante referiu que o Executivo se compromete apenas como o resultado, mas que a medida não está detalhada. Notou apenas que "as medidas sobre as pensões sempre deixaram de fora 86% dos pensionistas, as pensões baixas". "Nas mais elevadas, a propensão para o consumo é mais baixa".

 

O Partido Socialista voltaria à carga mais à frente, pedindo para ser esclarecido o impacto macroeconómico dessa medida. Maria Luís esclareceu que o impacto é o de um corte de 600 milhões, embora esse seja apenas a opção técnica inscrita no documento.

 

"Depende da solução acordada. Não pressupõe nada concreto, na medida em que é dito e repetido que o desenho não está fechado", acrescentou a ministra. "A hipótese técnica é aquela que constava no DEO [Documento de Estratégia Orçamental] do ano passado, sabendo-se já que essa formulação não é possível."

 

A ministra disse ainda reconhecer que existe "um problema na Segurança Social, pelas questões demográficas profundamente preocupantes e, apesar de a reforma não ter sido conseguida, ela é fundamental".

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