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Mota Soares: "Um governo com coragem tem que tomar medidas difíceis"

Pedro Mota Soares esclareceu que a suspensão das reformas antecipadas é uma "medida com um impacto muito significativo nas contas do Estado e da Segurança Social".

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 09 de Abril de 2012 às 18:17
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Se o Governo não tivesse tomado esta medida, avançou o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, "teríamos um problema de sustentabilidade das contas do Estado e da Segurança Social".

Quanto ao facto de o Governo não ter anunciado a medida antes da sua publicação em Diário da República, na passada sexta-feira, Pedro Mota Soares afirmou que se esta tivesse sido anunciada "há um mês, teria havido uma corrida às reformas antecipadas".

O ministro reitera assim as palavras recentes de Pedro Passos Coelho, que esta tarde, em Moçambique, afirmou que "se o Governo tivesse comunicado com grande antecedência que ia proceder nesse sentido, evidentemente que o objectivo que pretendia seria furado pelo recurso ainda mais intenso a esse mecanismo".

Mota Soares fez ainda questão de sublinhar que em 2005, o governo da altura também aplicou uma medida semelhante e suspendeu as reformas antecipadas durante um ano e meio.

Em 2005, o Executivo de José Sócrates suspendeu as reformas antecipadas entre Agosto de 2005 e 31 de Dezembro de 2006, invocando a conjuntura económica e necessidade de se garantir a sustentabilidade da Segurança Social devido ao aumento da esperança média de vida.
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