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Passos diz que António Costa recuou no plafonamento vertical da Segurança Social  

A reunião desta manhã entre PS e coligação, na sede do PSD, foi marcada por uma grande indefinição. Mas Passos Coelho deu a entender que António Costa terá deixado cair uma das suas principais propostas.

Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 09 de Outubro de 2015 às 13:47
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O presidente do PSD garantiu aos jornalistas, no final da reunião desta manhã com o PS, que António Costa não fez exigências quanto às propostas da coligação. Excepto na que é relativa à Segurança Social. E, nesse particular, Costa terá deixado cair a redução da taxa social única (TSU) para os portugueses. "A única matéria em que o doutor António Costa foi explícito", afirmou Passos Coelho, foi "ao dizer que não aceitava uma medida de plafonamento na Segurança Social".

 

"Foi, no entanto, um bocado mais longe dizendo que não aceitava qualquer medida de plafonamento, horizontal ou vertical", o que "respeita ao programa" eleitoral do PS. "Deduz-se que há uma proposta que o PS já deixou cair", comentou Passos Coelho.

Recorde-se que o PSD acusou o PS de se preparar para implementar um plafonamento vertical nas pensões, ao estabelecer uma redução na TSU paga pelos trabalhadores, que depois resultaria numa penalização no valor da pensão futura.

 

Porém, o PS sempre rejeitou o rótulo de plafonamento vertical. Essa redução temporária na TSU – até quatro pontos em 2018, começando depois a subir gradualmente para os 11% actuais nos anos seguintes, tinha como objectivo aumentar o rendimento dos portugueses nos próximos anos, pelo que os socialistas rejeitam que se trate de uma reforma estrutural da Segurança Social e, por consequência, que seja um plafonamento vertical.

 

Esta era um das medidas centrais do cenário macroeconómico do PS, um trabalho liderado por Mário Centeno, que esteve na reunião.

Questionada pelo Negócios, fonte oficial do PS esclareceu que António Costa não falou sobre a redução da TSU. "A nossa proposta de redução da TSU nunca foi para nós uma forma de plafonamento, pelo que António Costa não se estava a referir às nossas propostas eleitorais, mas sim às da coligação", sublinhou.

 

Passos Coelho disse que além da Segurança Social, "não houve da parte do PS nenhuma proposta dizendo que não aceitavam esta ou outra medida".

 

A coligação, por seu turno, propôs, no seu programa eleitoral, um plafonamento horizontal da Segurança Social, que consiste na possibilidade de deixar de descontar para a Segurança Social acima de um determinado valor do salário. Passos Coelho nunca concretizou qual seria esse tecto.



Notícia actualizada às 13:59 com a reacção do PS

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