Segurança Social PS aceita discutir propostas do CDS sobre idosos e reformas na especialidade

PS aceita discutir propostas do CDS sobre idosos e reformas na especialidade

O Partido Socialista (PS) mostra-se disponível para discutir as propostas do CDS sobre envelhecimento, que incluem a regulamentação da reforma a tempo parcial, na especialidade.
PS aceita discutir propostas do CDS sobre idosos e reformas na especialidade
Miguel Baltazar

O Partido Socialista (PS) mostra-se disponível para discutir as propostas do CDS sobre envelhecimento na especialidade. Em causa está um conjunto de cinco projectos de lei e de 14 projectos de resolução que incluem a regulamentação das reformas a tempo parcial, uma medida que é defendida tanto pelo PSD e pelo CDS como pelo PS.

"Onde é que estiveram neste quatro anos em que tanta coisa foi retirada aos idosos?" afirmou esta tarde a deputada do PS, Elza Pais, sem no entanto rejeitar negociações. "O PS está disposto a aprofundar este diálogo em sede de especialidade. Vamos fazer muitas das coisas que foram desfeitas", afirmou. O coordenador da área, Tiago Barbosa Ribeiro, disse ao Negócios que as propostas "baixarão às comissões para análise mais aprofundada em cada área".

Na abertura do debate, a deputada do CDS, Isabel Galriça Neto, tinha defendido a relevância dos cinco projectos-lei e dos 14 projectos de resolução que o partido levou esta quinta-feira a debate, fazendo apelos ao consenso. "Desejamos que o PS e os partidos que apoiam o governo não se furtem às suas responsabilidades".

A introdução das reformas a tempo parcial, que também consta do programa de Governo do PS, é uma das propostas do CDS. O texto propõe que o trabalhador que esteja a um ano da idade legal de reforma poder optar por trabalhar a tempo parcial por dois anos.

A possibilidade de os funcionários públicos poderem trabalhar além dos 70 anos, a criação de incentivos ao apoio à contratação de desempregados com menos de 55 anos ou o desenvolvimento de iniciativas de voluntariado sénior estão entre as propostas feitas em formato de resolução.

Apesar da aparente disponibilidade para a negociação – que contrasta com a crispação que marcou o debate sobre a natalidade, outra iniciativa do CDS – o início do debate ficou marcado por trocas de acusações sobre responsabilidades passadas, tal como já vem sendo habitual. PS, Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes relembraram que quando esteve no Governo o CDS cortou pensões. "Só não agravaram mais porque o Tribunal Constitucional não deixou", referiu a deputada do PS.




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