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PS diz ser tempo de debate, maioria reitera insustentabilidade da Segurança Social

O PS defendeu esta quarta-feira durante o debate sobre a sustentabilidade da Segurança Social uma discussão das propostas dos partidos para os portugueses poderem escolher nas legislativas enquanto o Governo e a maioria apelaram ao consenso antes das eleições.

Paulo Duarte/Negócios
Lusa 27 de Maio de 2015 às 17:49
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Num debate parlamentar de actualidade pedido pelos socialistas, em virtude das declarações recentes da ministra de Estado e das Finanças a admitir cortes nas pensões a pagamento, amenizado por outros dirigentes da maioria, o deputado Vieira da Silva criticou os partidos da coligação governamental por ainda não terem apresentado os seus planos ao povo português.

"Há uma dúvida que ficou esclarecida. A proposta da maioria e do Governo, nos próximos anos, consiste numa de duas coisas: cortes nas pensões ou aumentos da carga fiscal ou contributiva. Estaremos sempre disponíveis para o debate, mas agora é entre as forças políticas e os partidos. Estamos à espera das propostas dos partidos da maioria para serem debatidas quando tiverem coragem de pô-las no papel", incitou.

Maria Luís Albuquerque referiu ser "uma pena" se os partidos da oposição, nomeadamente o PS, não quiserem fazer a discussão no parlamento e com os parceiros sociais sobre a solução a adotar, antes das eleições.

"Como não ouvem aquilo que eu digo, insistem num processo de intenções. Lamento. Espero que os portugueses tenham ouvido. Há um problema de sustentabilidade na Segurança Social, que é importante e urgente resolver", afirmou, dirigindo-se aos deputados da oposição para acrescentar que "se não querem, não se pode obrigar".

O líder parlamentar comunista, João Oliveira, argumentou que a maioria "insiste na criação de uma ideia de insustentabilidade da segurança social desligada das suas próprias opções políticas".

"Não estão interessados em garantir a sustentabilidade da Segurança Social porque querem continuar a ter um pretexto para reduzir as condições de vida e de proteção das pessoas", afirmou, acusando o Governo de "estratégias de exploração e empobrecimento do país".

A deputada bloquista Mariana Aiveca comparou as afirmações da responsável ministerial às de um presidente de clube de futebol que dá uma conferência de imprensa renovando a confiança ao treinador para depois o despedir.

"Quando vem dizer que não se corta pensões é porque tem o plano claríssimo de cortar pensões", intuiu, depois de a parlamentar centrista Cecília Meireles chamar a atenção para a serenidade necessária quando se está a falar de "um universo de três milhões" de pensionistas.

Para a deputada do CDS-PP, "não há rigorosamente proposta nenhuma em cima da mesa a ser discutida" e lamentou que o PS criasse uma "cortina de fumo", agitando "medo, insegurança, incerteza" sobre o assunto.

Antes, já o deputado social-democrata Adão Silva pedira "verdade" e "coragem", sublinhando que qualquer reforma do sistema de pensões "tem de ser feita pelo PS, PSD, CDS e parceiros sociais".

"Não agitem papões, falem a verdade aos contribuintes. O sistema é insustentável. Até 2016, o PS ainda se propõe cortar mais 15.400 milhões de euros", afirmou, referindo-se ao projeto de programa eleitoral socialista para a Segurança Social, terminando com um veredicto, o de que "o PS a troca a verdade pela fantasia, o certo pelo incerto".
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