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PS exige audição de urgência ao ministro Mota Soares sobre as reformas antecipadas

O Partido Socialista exigiu ao Governo um "esclarecimento claro" sobre o congelamento das reformas antecipadas e acusou o Executivo de "tomar decisões às escondidas dos portugueses".

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 09 de Abril de 2012 às 18:47
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O PS reagiu esta tarde à medida anunciada pelo Governo na passada quinta-feira de congelar as reformas antecipadas durante o período de vigência do programa de ajuda externa. Pela voz de João Ribeiro, o PS afirmou que "quer conhecer as verdadeiras razões desta medida" e que vai requerer uma audição urgente com o ministro da Solidariedade e da Segurança Solidariedade e a apreciação do diploma na Assembleia da República.

O partido acusou o governo de Pedro Passos Coelho de "insensibilidade" e lamentou que o primeiro-ministro tenha comparado as "expectativas dos portugueses com as expectativas do mercado".

João Ribeiro referia-se às declarações de Pedro Passos Coelho feitas esta tarde em Maputo. "Esta é daquelas medidas que os governos ou tomam, e têm de ser assim, ou não tomam. É um bocadinho como, quando se tinha moeda própria, fazer a desvalorização da moeda. Tem de se anunciar a medida quando os mercados estão fechados", disse o primeiro-ministro à margem da cerimónia de assinatura do acordo de venda de Cahora Bassa.

No entanto, para o PS tratou-se de uma medida tomada "às escondidas dos portugueses". Recorde-se que o Governo aprovou a medida no Conselho de Ministros de 29 de Março mas esta só foi conhecida na passada quinta-feira após ser publicada em Diário da República.

"Foi um anúncio quase clandestino", afirmou José Ribeiro.

O PS tinha já classificado esta medida como "inaceitável" pelo "secretismo" com que foi tomada. "Os procedimentos do Governo, que suspendeu o regime de formas antecipadas de forma secreta, sem ouvir os parceiros sociais e não cumprindo o próprio regimento do conselho de ministros, são inaceitáveis e, do ponto de vista material, apenas significa empurrar despesa para a frente", afirmou o deputado socialista Pedro Marques em comunicado emitido no passado sábado.

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