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"O sr. Ministro não tem vergonha na cara?"

Num discurso acalorado, que lhe valeu uma reprimenda, o deputado Jorge Machado acusou o Governo de querer pôr os portugueses de mão estendida para poder dizer que lhes dá uma esmola.

Elisabete Miranda elisabetemiranda@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 17:04
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Este Orçamento é um "pacto de agressão", que rouba a quem menos tem para dar aos mais ricos. As acusações foram hoje feitas pelo deputado comunista Jorge Machado, que, num momento mais acalorado do debate parlamentar, perguntou a Pedro Mota Soares se "o sr. Ministro não tem vergonha na cara?", por se atrever a falar da "consciência social do Governo" numa altura em que corta nos salários e aumenta o custo de vida dos portugueses.

Durante o debate na especialidade do Orçamento da Segurança Social para 2011, Jorge Machado acusou o Governo de querer "pôr as pessoas de mão estendida" para depois lhes "oferecer uma malga de sopa". "Adopta medidas que criam mais pobreza, mais dificuldades, para depois vir aqui anunciar um programa de emergência social", acusou, para repetir a interpelação da polémica - "não tem vergonha?"

Para o deputado comunista, "os 400 milhões de euros [que o Governo destina ao] Programa de Emergência Social (PES) são uma vergonha quando comparados com os dois milhões de euros" que vai cortar em salários e pensões.

"Aumenta preços nos transportes, custos na saúde, ao mesmo tempo que atira para a banca 12 mil milhões de euros. Que sensibilidade é esta?", questionou, para atirar que "graças ao CDS, os reformados e as famílias que vivem dos seus salários vão empobrecer".

O discurso acalorado de Jorge Machado valeu-lhe uma reprimenda do presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Eduardo Cabrita, que dirige os trabalhos, que considerou que o deputado cometeu excessos verbais.

Também o ministro Pedro Mota Soares considerou que Jorge Machado foi longe demais: "Conheço-a há muitos anos e nunca questionei a sua consciência social", respondeu, acrescentando que o "País depende de uma assistência externa que obriga ao cumprimento de um conjunto de obrigações. A consciência social do governo revela-se nessa margem de manobra", argumentou.

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