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Silva Lopes: “Acho muito bem” o corte nas pensões pois “não há outro remédio”

Ex-ministro das Finanças defende que “a geração grisalha não pode estar a asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui”.

Silva Lopes: "Insistência germânica na austeridade vai ser a desgraça não só de Portugal mas da Europa"
Negócios 15 de Maio de 2013 às 09:36
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José Silva Lopes volta a defender o corte nas pensões para reduzir a despesa do Estado, argumentando que a geração mais nova está a ser asfixiada pelos mais velhos.

 

“A geração grisalha não pode estar a asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui. Não pode ser. Eu sou pensionista, sou da geração grisalha, quem me dera a mim que não toquem nas reformas, mas tocam, vão tocar e eu acho muito bem. Não há outro remédio”, defende Silva Lopes, citado pela Rádio Renascença.

 

O antigo ministro das Finanças considera a Constituição e a interpretação que o Tribunal Constitucional faz da lei podem contribuir para o agravamento da crise em Portugal.

 

 “Sou a favor da contribuição de solidariedade social, sou a favor desta taxa que o Governo agora promete e que, se calhar, também vai ser declarada inconstitucional. E digo uma coisa: se nós temos a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional impedir estas coisas, isto rebenta tudo”, adverte Silva Lopes, citado pela mesma fonte.

 

Silva Lopes tem já no passado defendido os cortes nas pensões e criticado a posição do Tribunal Constitucional. Em declarações à Renascença em meados de Abril, quando a troika estava de regresso ao país, Silva Lopes defendeu que a “decisão do Tribunal Constitucional vai custar-nos muito, muito caro” e que agora os cortes iam ser “à bruta”.

 

No que diz respeito às pensões, o ex-ministro das Finanças disse em Março ao Dinheiro Vivo que “não vê mal nenhum” que as pensões elevadas possam sofrer um corte de 90%. “Sou a favor de grandes cortes nas pensões. E por mim gostaria muito, embora não acredite que o Tribunal Constitucional aprove isso”, afirmou Silva Lopes, assinalando que esta posição vai “contra o meu próprio interesse”.

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