Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Vieira da Silva: descida da TSU para salários até 600 euros não avança em 2017

O ministro do Trabalho adiantou ao Jornal Económico que descer a Taxa Social Única (TSU) dos salários mais baixos continuam a ser um objectivo, mas que não estará inscrito no Orçamento do Estado para 2017.

Negócios 16 de Setembro de 2016 às 11:59

Em resposta a uma pergunta sobre essa medida, que estava inscrita no programa do PS, José Vieira da Silva garante que ela "continua no programa do Governo, como estratégia para a legislatura, mas não está previsto que ela seja posta em prática em 2017 ou, pelo menos, com o Orçamento para 2017". "Mas é um objectivo que permanece", acrescentou ao Jornal Económico.

 

Recorde-se que a medida abrangia todos os trabalhadores com salários brutos inferiores a 600 euros por mês, que pagam 11% de contribuições sociais, tal como todos os trabalhadores. A ideia seria reduzir até 1,5 pontos percentuais desse valor. Tinha um custo orçamental estimado de 130 milhões de euros (em receita perdida). No entanto, em Fevereiro, a medida teve de cair durante as negociações entre o Governo e a Comissão Europeia em torno do orçamento para este ano. Foi uma das últimas a desparecer e assumiu-se que ficava adiada para 2017.

 

O Programa do PS previa uma descida da TSU de todos os trabalhadores, mas quando firmou os acordos com os partidos à sua esquerda, a medida já só abrangia quem tem salários mais baixos.

 

"O objectivo dessas medidas é elevar o rendimento das pessoas, que tanto se faz com o aumento dos salários, como com a redução da carga fiscal, das contribuições", explica o ministro ao semanário. "Mas não está previsto que essa medida específica seja aplicada em 2017. Neste momento, não está estimada nas contas que estamos a fazer."

Ver comentários
Saber mais Vieira da Silva TSU Taxa Social Única contribuições sociais orçamento entrevista salários
Outras Notícias
Publicidade
C•Studio