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Assunção Cristas quer Portugal líder mundial no sector do mar

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, assinalou hoje o arranque para a preparação da Semana Azul, uma iniciativa que tem como objectivo colocar Portugal na liderança mundial dos assuntos do mar.

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Lusa 16 de Janeiro de 2015 às 18:04
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Assunção Cristas, que falava aos jornalistas no final da apresentação pública da Semana Azul, a realizar entre 4 e 6 de Junho, disse que a intenção "é tornar Lisboa a capital dos oceanos, a capital do mar, trazer as pessoas ao país e mostrar o que temos do muito bom que é feito na nossa área económica, científica e inovação".

 

A ministra, que teve a companhia de Carlos Moedas, comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, e de Rocha de Matos, presidente da Fundação AIP, adiantou ainda que esta iniciativa permite a possibilidade de estarem em Portugal "empresas, investigadores, empreendedores de todo o mundo que queiram partilhar as suas experiências e conhecer o país para também investir".

 

A Semana Azul está incluída nas metas do Governo, que pretende aumentar o peso do setor do mar em 50% no Produto Interno Bruto (PIB) até 2020 e dentro de uma nova legislação aprovada que permite aos investidores, quer nacionais, quer internacionais, terem argumentos sólidos para desenvolver o sector.

 

Questionada sobre o conflito com Espanha sobre a plataforma continental no Atlântico, em que o país vizinho reclama as ilhas selvagens, Assunção Cristas disse que "é uma questão antiga" e que o importante era "sinalizar que Portugal tem um papel preponderante em todas as estratégias da União Europeia [na área do mar]".

 

A ministra acrescentou ainda que queria ter na Semana Azul todos "os parceiros europeus em Lisboa, desde logo Espanha, os parceiros da CPLP, os amigos do outro lado do Atlântico, mas também do Extremo Oriente, os países vizinhos do Norte de África".

 

A 17 de Dezembro, Espanha entregou junto da ONU uma proposta de alargamento da sua plataforma continental no Atlântico, que inclui uma área disputada por Portugal. Os países ibéricos disputam cerca de 10 mil quilómetros quadrados em torno das ilhas Selvagens.

 

Carlos Moedas veio a Lisboa apoiar a iniciativa do Governo, isto porque considera que o setor do mar "é de grande importância" para a União Europeia. "A economia azul na Europa representa 5 milhões de empregos e é grande objectivo da União para 2020 conseguir aumentar esse número de empregos até 7 milhões. Isso vai depender do esforço de investimento dos privados, do público e de todos aqueles que vão contribuir para que esta economia azul seja realmente aquilo que nos diferencia em relação a outros continentes", observou.

 

Segundo o comissário, a Europa tem uma grande vantagem mundial porque representa 7% da população mundial e produz 30% do conhecimento, sendo que desses 30% do conhecimento "há uma grande parte que é investigação e inovação na área da economia azul", acrescentando que "Portugal vai ter um papel preponderante", essencial para "mostrar que é um país dos oceanos". E dá um exemplo: "No programa que tenho em mãos, o Horizonte 2020, das propostas que recebemos até agora, à volta de 17, nove têm uma parte que é desenvolvida em Portugal".

 

A Semana Azul será composta por várias iniciativas, entre as quais uma conferência internacional organizada pelo The Economist, um "Blue Business Forum", organizado pela Fundação AIP e pela FIL, e ainda uma cimeira mundial dos ministros do mar. Assunção Cristas referiu que esta última iniciativa será "um momento privilegiado para partilhar as nossas preocupações, as nossas ambições e afirmar uma política de Portugal de liderança internacional na área do mar", acrescentando que o país tem "condições para ser líder na discussão e na acção sobre o mar, seja do domínio político, científico ou económico".

 

 

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