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Investimento em produção agrícola sobe 4% em 2013

Estudo da Deloitte sobre a importância da indústria agro-alimentar aponta 2020 para a balança comercial alimentar atingir o equilíbrio. Mas, para isso, o valor das exportações tem que duplicar em sete anos.

Bloomberg
Isabel Aveiro ia@negocios.pt 28 de Outubro de 2014 às 12:00
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O investimento em produção agrícola atingiu em 2013, estima a Deloitte, 72 mil euros por quilómetro quadrado em Portugal em 2013, um crescimento de 4% face aos 69 mil euros registados um ano antes.

 

É uma variação anual positiva, aponta a análise da Deloitte apresentada esta terça-feira no congresso da FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, mas está muito longe dos níveis de outros Estados-membros europeus. A média europeia foi de 203 mil euros por quilómetro quadrado, segundo a mesma fonte.

 

O Reino Unido, por exemplo, teve um investimento em produção agrícola de 794 mil euros por quilómetro quadrado (mais 3,79%), a Irlanda de 165 mil euros/km2 e a Espanha de 108 mil euros/km2.

 

O longo caminho da balança comercial alimentar até ao equilíbrio

 

O estudo da Deloitte, esta terça-feira apresentado, dá conta de uma taxa de crescimento médio anual das exportações da indústria agro-alimentar – excluindo o sector do tabaco – de 9%, para 4,2 mil milhões de euros em 2013. Melhor que a taxa de crescimento das importações, é certo (de 4% em 2013), mas ainda assim numa posição desvantajosa, uma vez que Portugal compra alimentos a terceiros no valor de seis mil milhões de euros por ano.

 

O que quer dizer, explica a análise da consultora feita para o sector agro-alimentar que opera em Portugal, que para atingir a meta do equilíbrio da banca comercial alimentar – que o actual Governo estabeleceu como objectivo - é necessário percorrer um longo caminho, e nem por isso previsível.

 

Explica a Deloitte que, para ser atingida a meta dos oito mil milhões ser igual para importações e exportações em Portugal em 2020 (período em que termina o próximo quadro de apoio) "é necessário que as importações e exportações mantenham o mesmo nível de crescimento registado em média desde 2006".

 

Dito por números: que a taxa de crescimento média anual nas importações não ultrapasse os 4% que regista desde 2006 e que as exportações assegurem o desempenho anual em torno dos 9%.  

 

"Não há motivo para Portugal ter uma balança alimentar deficitária" é uma das conclusões que que a análise da Deloitte retirou das entrevistas que fez a 20 "empresas do sector" a operar nos país, consultando a gestão.

 

Mas há outras ilações a tirar, como ser "essencial o desenvolvimento de uma plataforma de intercâmbio entre empresas de diferentes dimensões na cadeia de valor". O diálogo é algo necessário num sector que se apelida como "a indústria transformadora que mais contribui para a economia nacional", em volume de negócios (14,6 mil milhões de euros em 2012) e em Valor Acrescentado Bruto (2,6 mil milhões de euros em 2012). Enfrentado, do outro lado, um crescimento da quota de mercado das 10 maiores empresas de retalho alimentar, que passou de 47% em 2000 para 79% em 2014, defende a Deloitte.

 

"Para garantir a sustentabilidade", os gestores da indústria inquiridos pela consultora defenderam ser "fundamental" considerar "a necessidade de adaptar as marcas nacionais às especificidades de cada mercado", sendo que Portugal "deveria ter um papel mais activo como plataforma de acesso aos PALOP".

 

"Ganhar escala para entrar em mercados internacionais" é "necessário", mas "associar a internacionalização apenas à exportação é muito redutor", consideraram os 20 gestores consultados pela Deloitte. Sem aposta nas "vantagens competitivas" para levar o produto feito em Portugal "com qualidade" para o exterior, está-se "apenas" a vender "capacidade".

 

Dentro de portas, ajudava que o IVA a 23% - que condiciona o desenvolvimento da inovação na indústria agro-alimentar – fosse alterado. No sentido descendente.

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