Vinho Esporão investe um milhão para abrir enoturismo no Douro

Esporão investe um milhão para abrir enoturismo no Douro

A Quinta dos Murças é a mais recente produtora de vinho a abrir portas aos turistas, entre a Régua e o Pinhão. Um negócio que em 2017 já rendeu cerca de 1,5 milhões no negócio de 47 milhões de euros liderado por João Roquette.
António Larguesa 22 de outubro de 2018 às 15:55

A Quinta dos Murças, o projecto vitivinícola do Esporão na região do Douro, abriu a 19 de Setembro uma unidade de enoturismo com cinco quartos, que inclui uma piscina e espaços de jardim, num investimento que rondou um milhão de euros, calculou ao Negócios o CEO, João Roquette.

 

Este investimento na área turística soma aos quatro milhões de euros que o grupo de origem alentejana aplicou, ao longo da última década, na reestruturação da vinha e na construção de uma adega nesta propriedade localizada na margem direita do rio, entre a Régua e o Pinhão, com uma área total de 155 hectares. Comprada em 2008 aos bisnetos do industrial portuense Manuel Pinto de Azevedo, é ali que produz o Assobio DOC Douro e várias gamas de Vinho do Porto.

 

Em 2017, o enoturismo já valeu cerca de 1,5 milhões no negócio total de 47 milhões de euros do grupo agrícola fundado em 1973 por José Roquette e Joaquim Bandeira. Na unidade da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, aberta desde 1997, também disponibiliza visitas diárias às vinhas, à adega dos lagares ou provas de vinhos e de azeite, além de servir refeições no restaurante.

 

 

Com uma produção anual de cerca de 750 mil garrafas de vinho e uma média de duas mil garrafas de azeite virgem extra, a quota de exportação dos produtos da Quinta dos Murças, em valor, ascendeu a 45% no ano passado. O Brasil e os Estados Unidos da América foram os países que "mais contribuíram para a performance quantitativa e qualitativa" das marcas durienses, que ajudam a "abrir portas" nos mercados anglo-saxónicos.

 

No que toca à facturação global, completou João Roquette em declarações ao Negócios, o grupo que detém a conhecida marca de vinho alentejano Monte Velho, entre outras referências, exportou no último exercício quase 60% da produção, que é comercializada em lojas e restaurantes de mais de 50 países espalhados pelo mundo.

 

Enoturismo em crescimento

 

O Ministério da Economia divulgou a 8 de Outubro que estão registadas actualmente 431 unidades de enoturismo em Portugal. Nesse balanço, feito pelo então ministro Manuel Caldeira Cabral e pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho (que se manteve no cargo após a remodelação), foram apresentados quase três dezenas de projectos deste género que estão em curso pelo país, num valor global de 47 milhões de euros, como é o caso do Magnificant Wine Spa Hotel, que está a ser edificado em Santa Marta de Penaguião.

 

Outro dos investimentos está a ser feito na Quinta da Pacheca para mais do que duplicar a capacidade hoteleira até Julho de 2020. Como o Negócios noticiou em Fevereiro, os dois emigrantes portugueses em França que compraram esta propriedade em 2012, Maria do Céu Gonçalves e Paulo Pereira, estão a construir uma segunda unidade de alojamento com 29 quartos – somava apenas 26 –, duas piscinas, um spa e um novo restaurante em Lamego.

Em movimento inverso, o grupo Vila Galé, que é dono de 31 hotéis, vai produzir vinho no Douro, em parceria com o empresário António Parente, após ter comprado uma propriedade com 40 hectares. A empresa liderada por Jorge Rebelo de Almeida já produzia vinho, azeite e fruta no Alentejo (com a marca Santa Vitória) e vai complementar esta nova aposta com o Vila Galé Vineyards, o segundo hotel do grupo na mais antiga região demarcada do mundo




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