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Exportação de vinho verde subiu 6,8% no primeiro semestre

Aumento das vendas no exterior compensou quebra idêntica no mercado interno, perspectivando o melhor ano de sempre lá fora. Os Estados Unidos reforçaram a posição de melhores compradores e já valem 22,5% da facturação no estrangeiro.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 14 de Agosto de 2012 às 19:36
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Segundo os mapas da exportação na primeira metade do ano, a que o Negócios teve acesso, os vinhos verdes venderam mais 6,84% do que no período homólogo, chegando ao final de Junho com um valor acumulado que supera os 22 milhões de euros. É o resultado, em euros, do envio para o exterior de 9,3 milhões de litros produzidos na região, contra 8,3 milhões de litros nos primeiros seis meses de 2011.

“Embora sejam dados referentes ao primeiro semestre, a encarar com prudência, para nós é importante porque estamos a compensar no mercado externo as dificuldades do mercado nacional, que está recessivo para todos os sectores. É importante diversificar e crescer fora [do País] e estamos a fazê-lo mantendo o preço médio na exportação”, disse ao Negócios o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).

Se mantiver o ritmo na segunda metade do ano, o sector dos vinhos verdes vai quebrar em 2012 um novo recorde de vendas “fora de portas”, ultrapassando os 18 milhões de litros e os 44 milhões de euros. O anterior máximo foi atingido no final do ano passado, com os 15 milhões de litros vendidos para 86 mercados a gerarem 36,6 milhões de euros. Numa década, a região mais do que dobrou a percentagem da produção que é vendida no exterior, de 15% para 32% (no final de 2011). A expectativa é chegar a uma quota de exportação de 35% no final deste ano.


Alemães e franceses "cortam" no vinho

Os Estados Unidos já tinham fechado o ano anterior como o melhor mercado, bebendo 16% do vinho verde que ultrapassa as fronteiras. Nos primeiros seis meses do ano, a maior economia do mundo comprou mais 16% do que no período homólogo, com os 4,97 milhões de euros facturados a equivalerem a 22,5% das vendas totais ao exterior. Manuel Pinheiro explica que é o mercado onde está a investir mais, tendo mesmo uma agência em Nova Iorque a trabalhar a marca em permanência.

Em 2012, a CVRVV bateu o recorde de investimento na promoção dos vinhos da região (a segunda que mais exporta, logo a seguir ao vinho do Porto), passando de um orçamento de 1,4 milhões para 3,4 milhões de euros, orientados para oito mercados prioritários. Entre os quais os Estados Unidos, que absorveram a maior fatia (22,7%).

A Alemanha continua a ser o segundo melhor destino – 4,1 milhões de euros no primeiro semestre – para este vinho de características únicas no mundo, produzido numa região demarcada que se estende por todo o Noroeste de Portugal, tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Um mercado “muito importante”, resumiu o líder da CVRVV, mas que “sofre da falta de crescimento da economia alemã”.

As economias europeias “de facto não estão a ajudar”, acrescenta. A França é um claro exemplo. No mesmo período, o terceiro maior mercado para os “verdes” baixou da fasquia dos três milhões de euros alcançada no primeiro semestre do ano passado, para 2,85 milhões de euros. É de fora do continente europeu que chega a “ajuda” do quarto melhor mercado: o Canadá voltou a reforçar as compras, de 1,4 para 1,7 milhões de euros.

“Angola é próxima aposta forte, ainda em 2012”, conclui Manuel Pinheiro. Apesar de ter mantido no primeiro semestre deste ano (mais 19,5%) o crescimento contínuo que tem vindo a evidenciar nos anos anteriores, os consumidores angolanos “apenas” compraram 756 mil euros de vinho verde entre Janeiro e Junho.
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