Vinho Grupo do Velhotes encaixa oito milhões no turismo

Grupo do Velhotes encaixa oito milhões no turismo

A Sogevinus, dona das marcas Cálem ou Burmester e detida pelo espanhóis da Abanca, estagnou as vendas no ano passado, apesar da subida de receitas nas caves de vinho do Porto, por onde passaram 350 mil visitantes.
António Larguesa 11 de janeiro de 2019 às 17:45

As contas ainda não estão totalmente fechadas, mas a Sogevinus estimou ao Negócios que a faturação do grupo que detém as marcas Cálem, Kopke, Barros e Burmester rondou os 40 milhões de euros em 2018. Isto é, manteve o mesmo volume de negócios face ao ano anterior, apesar do impulso reclamado nas receitas turísticas.

 

No final de um ano em que contratou um novo diretor-geral à cervejeira Bavaria – Sergio Marly Caminal trocou Barcelona por Vila Nova de Gaia em abril –, a companhia viu o turismo reforçar o peso relativo até valer 20% das vendas totais. Feitas as contas aos valores realizados nas caves de vinho do Porto, na loja própria e com eventos sociais e corporativos, neste segmento angariou cerca de oito milhões de euros.

 

A unidade da Cálem, marca que tem a referência de vinho do Porto mais vendida no mercado nacional (Velhotes), recebeu 250 mil visitantes no ano passado e continua a ostentar o título de cave mais concorrida. A larga distância das 100 mil pessoas que passaram pela Burmester, acabou por beneficiar com o novo museu, inaugurado em setembro de 2017 e apresentado como "o mais tecnológico e avançado centro de visitas" no centro histórico gaiense.

 

França, Espanha e Brasil foram os principais países de origem dos turistas nas caves do grupo que detém 360 hectares de vinhas nas três sub-regiões demarcadas do Douro e que produz uma média anual superior a oito milhões de garrafas (7 de Porto e 1,2 milhões de DOC Douro). Mais de metade da produção é exportada para 60 países, sendo que a Kopke, catalogada como a mais antiga marca de vinho do Porto do mundo, é a principal "bandeira" nos mercados internacionais.

 
Crescer até ter de encolher


Detida a 100% pelos espanhóis da Abanca (grupo Banesco), a Sogevinus é a herança portuguesa da aventura vitivinícola iniciada em 1998 pela Caixanova com a compra de 24% do grupo que detinha a Cálem (tomou controlo total em 2003). Seguiram-se as compras da Burmester, ao grupo Amorim, e da Quinta de Arnozelos, em 2005. No ano seguinte investiu 50 milhões de euros na compra da Barros, Almeida & Companhia, que incluía a Kopke.

 

Já nesta década, sob o comando do galego Gonzalo Pedrosa, que ocupou a presidência entre novembro de 2011 e junho de 2017, este grupo vitivinícola atravessou um processo de reestruturação que envolveu dezenas de despedimentos, a renegociação da dívida e o encolhimento de estruturas operacionais, como os centros de engarrafamento.




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