Vinho México e Dinamarca entram na lista "estratégica" para o vinho português

México e Dinamarca entram na lista "estratégica" para o vinho português

O plano de marketing da ViniPortugal prevê um investimento fora de portas de 14 milhões de euros em 2019. Brasil está em destaque nas exportações, que devem atingir um novo máximo de 830 milhões no final deste ano.
México e Dinamarca entram na lista "estratégica" para o vinho português
António Larguesa 30 de novembro de 2018 às 17:05

O México e a Dinamarca vão integrar o plano de promoção internacional dos vinhos portugueses em 2019, que contará com um investimento de 14 milhões de euros, dos quais 6,5 milhões vão ser financiados pela ViniPortugal.

 

A entrada destes dois países eleva para 16 o número de mercados estratégicos inscritos no plano de marketing e promoção da entidade que gere a marca "Wines of Portugal". No próximo ano, os quatro destinos principais – EUA, Canadá, China e Brasil – vão absorver 60% do orçamento.

 

"As apostas espelham uma ambição clara em levar a chancela ‘Wines of Portugal’ a um número cada vez mais crescente de destinos de exportação. (….) É estratégico explorar outras oportunidades para darmos seguimento à estratégia de diversificação de mercados. É nesse contexto que em 2019 vamos apostar na Dinamarca e no México, dando seguimento ao bom acolhimento que os vinhos portugueses têm tido nestes territórios", explica Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal.

 

Numa nota enviada à imprensa, este organismo que depende financeiramente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) detalha que irá aumentar as acções dirigidas ao consumidor final e, por outro lado, "reduzir um pouco" os eventos para profissionais. Ainda assim, da lista de iniciativas B2B continua a fazer parte a participação nas feiras ProWein (Alemanha), APAS (Brasil), Chengdu Spring Fair e ProWein Xangai (China) e Vinexpo (França).

 

Até Setembro, a exportação de vinho aumentou 4% em volume e 5% em valor, face ao período homólogo, com o preço médio a crescer 1,3% neste período. Relevando que um terço do valor é feito em apenas três países – França, EUA e Reino Unido – e o crescimento de 20% em valor no Brasil – o melhor comportamento entre os dez primeiros –, Jorge Monteiro acredita que, depois de vendas ao exterior de 778 milhões em 2017, "será possível atingir em 2018 o patamar de 830 milhões de euros nas exportações".




pub