Família Moniz da Maia regressa ao capital do BCP com 2%
A família Moniz da Maia está de volta ao BCP, onde acaba de adquirir mais de 2% do capital. O regresso decorre vinte anos depois de ter abandonado a estrutura accionista daquele que é hoje o maior grupo financeiro português, avança a edição de hoje do "Público".
O "Público" apurou que Bernardo Moniz da Maia investiu nos últimos dias mais de 200 milhões de euros, assumindo uma participação de referência superior a 2% do capital do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto.
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Bernardo Moniz da Maia é filho do ex-accionista fundador do Banco Comercial Português (BCP) [BCP], que em 1987 saiu do banco em litígio com Jardim Gonçalves, processo que deu origem a um contencioso judicial que se prolongou durante vários meses.
Na altura, Américo Amorim (hoje sócio da Sonangol na Galp) era o maior accionista, com 15% do BCP, sendo seguido pelas famílias Moniz da Maia e Serra e Fortunato, que controlavam 10% do capital.
A iniciativa surge em linha com a de outros accionistas, como João Rendeiro ou a petrolífera angolana Sonangol, que nos últimos tempos adquiriram posições equivalentes no capital do banco português, que tem estado no centro de uma polémica à volta do seu futuro e da forma como se deve proteger de ofertas hostis.
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